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O Imparcialismo: O Ciclo de Saturno

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O Imparcialismo que começou a ser escrito em 2006
E  revelado em 2008. Foi à leitura do fim de um período,
Iniciado pós-guerras, tempos regidos por Marte o Deus da guerra.
Depois desse tempo, e já no decorrer desse tempo, a liberdade e o individualismo caminharam para exacerbação de todos os parâmetros e limites.
 A poesia e os conceitos do imparcialismo estão situados no fim de um ciclo marcado pelo que é supérfluo,  superficial, individualista, pelos valores falsos e invertidos, o egoísmo, a liberdade, e a libertinagem tomando o lugar da solidez, a falta de parâmetros, o desmanche de todos os valores e tradições em nome da liberdade e do individualismo exacerbado.
A Poesia Imparcialista resultou da necessidade de compreender um período que extrapolou a noção de liberdade, soberba e individualismo.
A Poesia Imparcialista, no dia 20 de Março de 2017, deixou, definitivamente, esse período de 10 anos de leitura do contexto, para entrar na sua verdade  mais intima: a espiritualidade, os…

Luz Interior

Depois de quarenta anos vividos
É que descobri que
Me apresento a vida
Em total descompasso.

Quis velocidade e acontecimento
Onde a vida é lenta, angustiante
Preguiçosa e cheia de má vontade para comigo.

O meu sol brilha para dentro
E me obriga viver nas sombras
Onde sou luz.

O meu sol se esconde
Onde sou espaço aberto e acontecimentos.

O caminho até aqui
Tem me mostrado onde é o meu lugar,
Sou luz nas trevas...
Sou lentidão e agonia da vida lá fora.

A essência de ser eu
É viver e caminhar pelas trevas
Onde sou luz,
Onde vivem cegos os seres
Que vive na luz desse mundo
De acontecimentos e sorte.

J.Nunes

Até o fim dessa estrada

A estrada já não tem mais bifurcações,
Vou seguir o mesmo caminho,
Agora vou até o fim...

É tarde para inventar
Outro caminho.
Agora está certo,
Serei o trabalhador braçal,
Serei o mistico...
O poeta essencialista,
O pai de família.

Não acrescentarei mais peso
A minha vida,
Vou carregar a minha cruz
E pedir providência divina.

Tenho o mesmo caminho,
Sigo a mesma estrada
Há duas décadas,
Quero mais vinte anos
Para o fim dessa estrada.

J.Núñez.   19-05-2017

Feliz dia das mães

FELIZ DIA DAS MÃES 
Mãe desconhece a palavra adeus,
Amor de mãe desconhece fronteiras
E ignora os limites do amor.
José Nunes Pereira

Tempo de relativismo

O relativismo e o nivelamento
É o fundo do poço,
Está  abaixo da lama.

Quando justificamos nossos  erros
Com os erros dos outros,
Quando avacalhamos com tudo,
Nivelamos tudo para justificar as nossas falhas,
Quando tentamos encobrir nossos erros
Com o erro dos outros,
Quando preferimos dizer que é tudo a mesma coisa,
Nessa condição de relativismo e nivelamento,
É impossível que ocorra uma mudança positiva.

O relativismo e o nivelamento
São capazes de justificar, dignificar e beatificar tudo.
Basta dizer que é tudo a mesma coisa,
Como se não existisse a dualidade
Que é a estrutura da existência.
Basta olhar tudo como se olha uma superfície plana,
Basta ver o impossível, todas as coisas com um lado só.


Tempo de relativismo,
Estamos usando essa fórmula para tudo,
Menos para os produtos nas prateleiras das lojas.

J.Nunes

Fundamentos do Imparcialismo

A poesia imparcialista segue a linha de pensamento
Fundamentada no conceito de imparcialidade
Do movimento literário imparcialismo e na busca pela unidade
Da poesia mística, religiosa imparcialista.
Na linha de pensamento imparcialista a experiência e a experimentação da mística religiosa esotérica é muito  importante
Do que a própria poesia escrita. A mística é a poesia em estado sólido é a confirmação da eternidade.

J.Nunes

Velho Homem

Todos os dias morre
Um pouco o velho homem em mim.
Minhas súplicas a Deus
É um pedido de morte do pecado,
Tudo o mais  vem segundo
O seu apreço por minhas obras.

Não quero essa crença
Preguiçosa, negligente e conivente
Moldada segundo esse tempo
E as fraquezas humanas.

A minha fé pede virtude, pureza e perfeição.
Não quero essa crença preguiçosa
Que diz não ser preciso,
Morte do pecado, sacrifício e penitência.

O novo homem se faz
Todos as vezes que o homem velho
Morre um pouco em cada oração,
A cada pedido de morte do pecado.

Os tesouros no céu,
O reino de Deus,
As virtudes da alma
Nascem da morte do pecado,
E da criação do novo homem
Cada vez mais a semelhança de Deus.

J.Nunes




O Delator

O Delator

Alguém jogou merda no ventilador, E foi o delator, Está todo mundo no mesmo barco, É o sujo falando do mal lavado, Agora só resta um pacto Para salvar a embarcação, Com tudo dentro: Ratos, roubos e piratas. E o povo, coitado! Fica olhando tudo isso Indignado sem norte, Sonhando com a sorte, Esperando um Messias O salvador da pátria. O povo tem que aprender Que somos o poder, E o governo é o nosso espelho. Fica a sensação que nossos ainda A colônia de exploração, Arrancam daqui para comprar E viver lá do outro lado do mundo. Eu não tenho partido Por isso quero É mais essa avacalhação, Quero as cartas na mesa, Quero ver tudo no chão, Não quero meia verdade, Quero a história passa a limpo. CompositorJ.Nunes