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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

sábado, 2 de outubro de 2010

CRONOPOEMA

ENTRE CHACAIS E ABUTRES DA NOITE


Vinte de março início de um novo ano astrológico,
Outono dentro do incessante círculo das estações,
Rodas de Ezequiel.
Lá na praça um homem com um microfone na mão
Anuncia o fim dos tempos, condena gente como eu ao inferno
E depois oferece um céu monótono e impossível...
Eu que sempre pensei que o tempo não existisse;
Muito menos que tivesse um fim.
Um filósofo que conheço de fotografia disse:
“O tempo não existe, o que existe é a oxidação da matéria.”
A praça esvaziou e as ruas se encheram de condenados:
Chacais e abutres da noite.
Chagaram as meninas que vende prazer aqui embaixo de minha janela.
Não demora muito um rapaz importuna uma delas,
Não demora muito começa um bate-boca lá embaixo.
Um homem diz ao rapaz:
_Suma da minha frente!..., deixe ela em paz!...
Porque!...
Não estou fazendo nem um mal a ela, só quero me divertir um pouco!
O rapaz retrucou.
Se a sua mãe ou a sua irmã estivesse na Zona;
Talvez você não achasse muito divertimento. O homem respondeu.
O rapaz ficou meio atordoado procurando respostas.
O homem conclui: _ Portanto deixe minha filha em paz!...
Sua filha!... Olha o senhor, me, o senhor me perdoa!...
Sem nenhuma palavra o homem de expressão venerável,
Atravessou a rua, cortou a praça levando a menina segura em seus braços.
O rapaz focou ali, mais perdido que cachorro quando cai da mudança,
Afinal esta situação faria brochar até Raspudim -o demônio sagrado_
Resmungou alguma coisa contra si mesmo, depois desceu a rua.
Está madrugada foi de muito passos pelos corredores,
Deste lugar que já foi freqüentado por pessoas morais,
Ou ao menos de pessoas hipócritas.
Logo escuto uma discussão no corredor:
_O senhor sabe muito bem o que eu penso disso!...
_Eu não te pago para pensar!...
Era o dono da espelunca dizendo que não tinha outra saia...
Eu que não decidi ainda se sou moral ou hipócrita, vou ficando por aqui.
(cronopoema)

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Sou um deles, um dos imparcialistas...

Eu que pensava que os poetas imparcialistas não existiam,
Pelo fato de eu ser um deles e não possui existência sólida,
Me deparei com um sujeito que em uma frase foi síntese
Daquele poeta frouxo de moralidade,
Fracassado em todos os sentidos, leviano
Fingindo leveza e serenidade na vida.
É claro que me refiro ao malabarista da moral,
Hermínio Vasconcelos.
Um sujeito dizia a uma mulher madura
E no auge das desilusões amorosas:
_ Você só não está comigo porque você não quer!
Se quiser é só me procurar!...
Quem mais poderia ser tão leviano e tão Frouxo na moral?
Somente ele Hermínio Vasconcelos...
Eu sei que somos o abstrato desse cara metido a filosofo de boteco e zona!
Esse cara que hora é plano e óbvio como um cristão
Quando é Francisco Medeiros, outra hora é holístico quando é
Saulo Menezes Castro, outra hora é da força descomunal quando
É Saturnino Queiros, outra hora é esse, outra hora é aquele...
E por fim não catorze e um outro que desconhecemos
Porque vive lá nos infernos, e de lá esse tal de J.Nunez
Ainda não teve coragem de arrancá-lo.
Se ainda são me apresentei, sou um deles: Salomão Alcantra,
O mais imparcialista e o mais cruel dos poetas imparcialistas...
Minha crueldade vem da franqueza, do realismo e da frieza em acarar-nos.
O que eu posso dizer a nosso favor e a favor de nosso movimento literário
É que só O tempo poderá nós tornar valiosos, geniais ou ridículos.

Salomão Ancantra.

Mensagem de fé e esperança

Nada foi ou será em vão...

Sob esse sol nada é perdido,
Tudo sobre essa terra tem uma finalidade.
Se você ainda respira é sinal
Que Deus tem um plano em sua vida.
O vento não sopra em vão,
As folhas não caem simplesmente,
O fruto apodrecido é esperança de renascimento.
O pastor de ovelhas vigia o perigo,
Os barqueiros esperam ventos favoráveis,
O menino do outro lado da rua
Displicente brinca com pedras,
Enquanto espera o vento
Para levantar seu brinquedo de papel,
O prisioneiro espera o perdão e a liberdade,
A moça na janela espera uma carta do seu amado,
O doente espera a cura,
O soldado espera a paz,
A criança de colo não espera nada
Se deixa confiante no colo de sua mão.
As pedras são lapidas e forjadas no fogo,
Os santos são provados nas tentações,
Os discípulos são avaliados com rigor,
O barro é amassado e cozinhado pelo oleiro,
Você deve ter percebido que tudo deve passar
Por um processo de transformação.
Deixe a vida seguir seu curso natural,
Não queira fazer o impossível,
Nunca esqueça que um rio represado,
Possui escape para que não arrebente
E que os cata-ventos não esperam a brisa,
Mesmo assim ela chega e os colocam para girar.
Se você ainda sofre é porque
Deus tem um plano em sua vida,
Se os homens não aram desertos,
Muito menos Deus que é onisciente.

Francisco Medeiros
J.Nunez

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Vinicios Calderoni, Fred Martins: A nova Música Brasileira...

A nova cara da música brasileira é um cara única e multiculturalista, globalizada,é fruto dos acessos fácil aos conhecimentos proporcianado pela nossa Era da Informação. A cara da nova música é desapegada, Inventiva, cosmo virtual e quem sabe Imparcialista (no sentido mais de desapego regionalista)
Nessa nova música parece que a musica está subordinada as letras sem perder a musicalidade e trazendo à reflexo e novos vacabularios para a letra.
Nova musica brasileira é a cara do Brasil, porque possui a cara do mundo, a hospitalidade brasileira e a miscigenação brasileira.
Os cantores e compositores brasileiros FRED MARTINS, E VINICIOS CALDERONI que participaram de um programa voltado ao que há de mais fino na cultura brasileira na REDE GLOBO de televisão, mostraram e trouxeram a dignidade da cultura, criatividade e fineza que já possui a nossa cultura.
Parabéns artistas e parabéns Rede Globo.




Companheiro e caminhos

Não sou eu quem vai dizer
Para onde você deve caminhar...
Não sou o dono da verdade,
Mas se um dia você achar
Que eu estou no caminho certo,
Me procure, estão caminharemos juntos,
Porém se um dia descobrir que estamos
No caminho errado, me diga,
Então iremos por outros caminhos...
Se o meu caminho foi um engano,
Quero que saiba que jamais faltei com a verdade
E com a sinceridade para conosco.
Sou rio que foi sujo pelo caminho
E se purificou correndo entre as pedras e as quedas,
E broto outra vez cristalino.

Saulo Menezes Castro
J.Nunez

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Para não te perder....

Revoada

Para não te perder ainda mais,
Vou ficar aqui onde você me deixou.
Desfiz as malas mais uma vez,
Acendi mais um cigarro,
E fiquei olhando a fumaça dissipar.
Um sol de uma tarde de outono,
Deixou na porta aberta sua luz triste.
Entre a moldura da janela
Passou outra vez as quatro estações:
Em dias outono flores de maio nas janelas,
O inverno encobre o chão de flores de ipê,
E a primavera põe asas nas borboletas
E cores nos canteiros.
Quem espera sempre espera um pouco mais.
Outra vez a revoada de pássaros
Abandona a praia, corta um céu de verão,
Feito um passarinho de asas machucadas,
De coração partido e sonhos podados.
Feito um passarinho,
Que desgarrou da revoada,
Ela veio bater em minha janela.
Cuidei de suas asas, refiz suas ilusões;
Ela voltou a cantar,
Depois esperei que partisse.
Mas desta vez o amor lhe prendeu,
Sou a sua outra asa,
E você não sabe mais voar...
E você não quer mais voar sem mim.
Quaisquer dias destes,
Vamos deixar à praia,
Junto com a revoada de pássaros,
Num vôo à dois...

Francisco Medeiro
J.Nunez
busca: j.nunez poetas

Vivendo segundo as leis de Deus

Forja de provação

Se o amanhã pertence a Deus,
hoje quero viver segundo a tua lei,
e sob luz dos mandamentos seus,
sou perseverante, e nada temerei.

Por caminhos de pedras andarei,
poderá até me faltar a sua luz,
porém, jamais deixarei
de caminhar rumo a sua cruz.

Ando pelo deserto da alma
sou forjado no fogo da provação
perdi a paz, perdi a calma.

Senhor, estendestes-me a tua mão,
colocaste-me outra vez de pé,
estou forte, e novamente tenho fé.
**********
Mãe, por quantas vezes neste dia,
por quantas vezes, me esqueço de ti,
adormecido aqui dentro da matéria fria,
nuvem que oculta minha adoração por ti.

Mãe, minha Mãe e Virgem Maria,
minha Senhora de amor e bondade,
esse meu coração é uma candeia,
e se apaga com o sobro da vaidade,

Por tanto, aprendi o caminho do silêncio,
Vereda que nos levam a ti, Oh Maria!
te reencontro, e tiras-me desse de ócio,

E o teu amor outra vez me incendeia,
e vigio-me com os olhos da virtude
que me destes por amor e bondade.

13-out-05
Francisco Medeiros
J.Nunez

buscar: j.nunez poetas

POESIA PARA SEPARAÇÃO

Separação

O comprador de ouro avaliou à aliança
Com seu nome gravado,
Pesou, depois disse o quanto vale...
Quanto vale um sonho desfeito...
Quanto vale um sentimento...
Quanto vale um coração em pedaços...
Quando vale a nossa historia...
Quando vale uma família desfeita...
Quanto vale filhos abandonados...
Quanto pesa nossas mentiras...
Quanto pesa nossas verdades...
Quando pesa a felicidade...
Tudo isso vale e pesa
Apenas três gramas e meia.
Quando vale tudo que você fez por mim...
Quanto vale tudo que você fez por nós...
Quando vale o seu perdão...

FRANCISCO MEDEIROS
J.Nunez
BUSCAR: J.NUNEZ POETAS

Virtude da paciência

Paciência

Se acaso andarmos em trevas
Brilhará
A virtude da paciência
Feito estrela solitária
Brilhará
Em um céu noturno.

Se acaso andarmos em trevas
Seremos constantes na luta
Certos de que há de chegar o outono
Certos de que haveremos de colher o fruto
De nossa persistência.

Pois tudo passa
Há sempre de surgir
Um sorriso em seu rosto
Certo como o sol há de surgir
Após dias de chuva e frio.

Se acaso andarmos em trevas
Nosso sorriso pode até
Se esconder por um instante
Mas nada desfalecerá
A esperança

E enquanto pulsar no peito um coração,
Enquanto raiar
Este sol nas manhãs de primavera
Teremos esperança.

FRANCISCO MEDEIROS
J.NUNEZ

(Publicado na coletânea RODAS DO TEMPO)

BUSCAR: J.NUNEZ POESIA

Uma Madrugada de Amor (a dor e o amor clássico)

Uma Madrugada de Amor

Quem te vê assim sorrindo,
Quem vê o nosso amor em paz
Não imagina como foi
A nossa madrugada de amor.

Quem me vê assim:
Pai e homem de família
Não imagina como foi
A nossa madrugada de amor.

Quem me vê assim cuidadoso,
Quem te vê carinhosa comigo
Não imagina como foi
A nossa madrugada de amor.

Quem vê essa harmonia em nosso lar
Quem sente essa energia de nossa casa
Não imagina como foi
A nossa madrugada de amor.

Quem te vê linda e de bem com a vida,
Quem te vê mulher e mãe
Não imagina como foi
A nossa madrugada de amor.

Para quem não sabe eu digo que:
Uma madrugada de amor
Pode salvar a vida a dois,
Pode fazer esse mundo melhor.

Francisco Medeiros
J.Nunez

Francisco Medeiros é um dos pseudônimos de J.Nunez

Poetas imparcialistas: Estudo de um novo contexto para a literatura

Josias Maciel é o poeta do homem idealizado, o poeta da potência, da virilidade, da gereneração do homem desmoralizado , desmotivado pelo sexo fácil e casual. Neste poeta encontramos a mulher com suas qualidades e virtudes naturais e não uma imitação do homem que é naturalmente vil. É o poeta das regenerações, da fertilidade, da virilidade sem magismo, da potência, da pureza sem puritanismos e da expressão masculina, da clareza, da concentração e objetividade masculina, das virtudes sem encenações, da linguajem solta e direta. Este poeta é a oposição a feminilidade, as vaidades do homem atual e a desmoralização do homem.


A Espada de um Anjo

Suas roupas foram caindo no chão do quarto

Feito pétalas de rosa branca desnuda.

Seu corpo nu é ainda mais perfumado.

Sem pétalas ficou a mostra sua pele de cor rosada

E sua pelugem de pêssego maduro

De relva ou saliva de língua áspera

Ficou umedecida sua pele macia de maça

Nunca antes mordida .

Brincando de bem-me-quer com seu corpo

Arranquei sua uma pétala ,

Rompi seu único véu ou membrana

Ela desfaleceu feito um passarinho abatido,

Gemeu e sentiu o espasmo de morte

Ou de Santa Tereza transpassada pela espada de um anjo erótico,

Agora me olha agradecida, e como se eu fosse o Senhor

A vida e da morte, ela me pede um filho.

Josias Maciel

escrito por

J.Nunez

TODOS OS TEXTOS QUE ESCREVO SÃO DE MINHA AUTORIA, PORÉM ESCREVO COM CATORSE PSEUDÔNIMOS, PARA COMEÇAR MINHA PUBLICAÇÕES ESCOLHI ME COMO JOSIAS MACIEL

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O Poder socioeconômico da mulher e seus reflexo sobre o homem

Reflexos do poder socioeconômico da mulher.

A literatura imparcialista busca a contextualização da poesia.
Essa contextualidade nasce do estudo do estudo do comportamento do homem moderno, e da liberdade dessa mulher emancipada com sua liberdade que é imitação da liberdade do homem. A mulher em alguns aspectos se masculinizou, por exemplo, em seus comportamentos sociais a mulher busca se espelhar no homem que sempre foi para ela o sinônimo de liberdade, a mulher moderna é de um linguajar descuidado como nunca foi, a mulher moderna fala alguns palavrões que antes era apenas coisa de homem entre homens. A mulher sendo emocionais é um tanto mais descuidada com esses palavrões e os pronuncia em qualquer lugar, coisa que o homens sendo racionais evitam fazer, essa é uma desastrosa imitação do homem.
O homem diante dessa mulher poderosa se afeminou e inconscientemente obedece essa mulher emancipada e poderosa. O homem está perdendo tanto o seu instinto de homem
Que praticam cuidados e delicadezas que sempre foram apropriados as mulheres devido aos seus dotes de sensibilidade, os homens praticam e nem si quer suspeitam que são atitudes de afeminados. A moda masculina esta tão afeminada que não sabemos se o individuo que segue essas modas são homossexuais ou não. São calças apertadas da canela até bunda, são camisetas apertadinhas que nada difere da moda feminina. Se essa moda masculina é para agradar o público feminino ela é simplesmente o reflexo do poder socioeconômico da mulher. O clube das mulheres é o reflexo desse poder feminino.
A mulher se motivou após na industrialização que a colocou no mercado de trabalho enquanto que o homem se desmotivou com o sexo fácil, afinal conquistar a mulher, a mãe de seus filhos, e mais ainda conquistar os pais e família dessa mulher e ainda provar a todos que ele é homem o suficiente para ter uma família e sustentar essa família era o maior desafio que o homem podia enfrentar. Esses garotos que conhece o sexo na adolescência são desmotivados para a vida e as conquistas porque o sexo sempre foi a razão de todas as conquistas do homem, esse sexo fácil proporcionado pelas as mulheres desmoralizou o homem e desvalorizou o corpo os sentimentos das mulheres.
Esse homem moderno foi desmotivado pelo sexo fácil, agora está sendo afeminado pelo poder socioeconômico da feminina. O homem vem se tornando o reflexo da mulher e de seus caprichos de sensibilidade e delicadeza.
O homem em sua natureza mais intima é rude, bruto e forte, talvez esse homem seja atualmente apenas algum fetiche e caprichos sexuais das mulheres modernas.
O homem sempre sentiu se afeminado diante de outro homem com características potencialmente masculinas, mas no momento o homem está sentindo se afeminado diante do poder socioeconômico da mulher, observe o homem atual e perceberá que esse homem é fruto do poder feminino.
Do mesmo modo que o homem sempre desejou uma esposa e uma depravada do mesmo corpo ou em corpos diferentes, a mulher sempre desejou o homem sensível, afeminado e delicado, e homem forte, viril e rude seja no mesmo corpo ou em corpos separados, a mulher conseguiu esse homem afeminado com o poder que leva a submissão e um homem quando se sende submisso sente se afeminado. Talvez a literatura imparcialista seja igual ao Punk, não serve para o mercado.

Postagem em destaque

O Imparcialismo: O Ciclo de Saturno

O Imparcialismo que começou a ser escrito em 2006 E  revelado em 2008. Foi à leitura do fim de um período, Iniciado pós-guerras, tempos...

O Novo Contexto Para a Literatura Contemporânea

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