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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

MOVIMENTO IMPARCIALISTA
IMPARCIALISMO

sábado, 9 de outubro de 2010

Moises Fontinele J.Nunez e o imparcialismo agradece!

O Imparcialismo: literatura para o novo contexto agradece a Moises Fontinele
pela publicação e a divulgãção de nosso Movimento Literario no site:

http://www.sonico.com/publico/Moises_Fontinele

 J.Nunez

http://cidadedemarilia.blogspot.com/

Sofrer por amor dignifica os homens

José Nunes Pereira poeta das dores clássicas, em sua poesia o homem é o mesmo e padece das mesmas dores que padeceram nossos antepassados, poeta da tristeza dos amores impossiveis, poetas das partidas, das perdas e dos sentimentos que machucam. Nesse poeta somos mais humanos e sofremos de amor, esse poeta revela que em nosso interior, apesar do modernismo e do sexo casual e dos relacionamentos desassociados de sentimentos, no fundo de nossa almas somos os mesmos e padecemos de amores impossiveis. O seu sentimentalismo e seu sofrimento por amor revela que ainda temos muito de Romeu e Julieta em nós. O imparcialismo conserva o padecer por amor porque esse é um sentimento e um sofrimento que dignifica o homem, e dá a ele um sentido mais abstrado e menos egoita para sua conduta e vida.

Um amor de esperar

Meu amor tem dessa coisa
De viver esperando
Não sei se você voltar para mim,
Se o tempo passar
Ou se eu te esquecer.

Se acaso você voltar para mim
Sei que posso ser feliz,
Se a vida passar sem você
Sei que estou morrendo aos poucos
Se eu te esquecer
Vou me convencer que não era amor.

Meu amor é daqueles que machuca o peito,
Meu amor é daqueles de esperar
Meu amor é daqueles para se esquecer,
Como eu não te esqueço
Eu sei que é amor
De sofrer e esperar.

José Nunes Pereira
J.Nunez

Movimento Literário Imparcialismo: Contexto literário contemporâneo

O IMPARCIALISMO: Poesia para o novo contexto tem como objetivo criar a literatura que seja a leitura do homem contemporâneo, com todas suas dores, aflições, medos dúvidas, conflitos, alegrias, sensações, comportamentos, sentimentos e pensamentos.O Imparcialismo é a poesia para a Era da Informação, para um novo contexto histórico em que um cidadão negro Barack Obama chegou ao poder nos Estados Unidos, para esse tempo em que há uma democratização do conhecimento, para esse de sincretismo, para esse tempo de multiculturalismo, multifuncionalismo e globalização, para esse homem desorientado pela falta de ritual de vida, para esse homem de conhecimento e Informação efêmera, para a mulher emancipada poderosa e engajada, para esse tempo de sexo fácil descompromissado com o coração, para esse tempo em o homem é degenerado, desmotivado pelo sexo fácil, desorientado e conflituoso, para esse tempo em que a mulher tem o poder e liberdade mas ainda assim é pressa na própria condição de ser mulher, para uma geração desorientada, sem regras e limites, para esse tempo de aquecimento global, conseqüências do capitalismo, do consumismo e da industrialização para escassez de recursos, para o possibilismo social, para virtualidade, para consciência ecológica, para o catastrofismo, para esse tempo conservadorismo cristão em oposição as novas idéias de humano, para esse tempo em que tudo é moldável e está sujeito ao gosto das multidões, em que tudo é moldável inclusive as idéias de um Deus, para um tempo de frouxidão moral e ética, para um tempo em que tudo está a venda e tudo é adaptável, temos tudo para todos os gostos, para essa mulher que solitária bebe em um mesa de bar, para esse tempo de experimentações genéticas, para homens metrossexuais resultados do poder e da liberdade da mulher etc etc
A idéia de imparcialidade está mais ligada a idéia de número impar do que a idéia de imparcialidade no seu sentido denotativo. O imparcial é aquele que sobra depois que se forma pares ou parcialidades, os que sobram são os poetas imparcialistas que podem olhar o mundo que nos rodeia sem identificações que não nos permite olhar sem distanciamento histórico. As tendências são formadas pela observação do contexto.
A exclusão tem uma conotação positiva quando olhada por esse lado.O modernismo é medido pelo avanço tecnológico, sendo assim, não terá um fim.
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http://literaturaimparcialista.blogspot.com/2010/08/copa-do-mundo-e-patriotismo-brasileiro.html

J.Nunez

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Conceito de imparcialidade

O Imparcialismo é um movimento literário que nasceu do conceito matemático de par e impar. O conceito imparcialista vem da observação de que se formarmos pares através dos números impares sempre sobrará um que não se associou, esse um que sobra é o imparcial, o imparcialista, o imparcialismo o observador, a auto-exclusão. Se pegarmos o número três por exemplo, e fazermos dele um par, sobrará um, esse um que sobra é o imparcial, o observador. O conceito de imparcialismo é uma observação de que na natureza há uma união entre duas forças que pode formar uma terceira, essa terceira força é imparcial a duas forças que a criou. O imparcialismo é a união entre o abstrato que são os pensamentos, as sensações e os sentimentos do poeta imparcialista e os acontecimentos da vida dentro desse novo contexto estudado pelo poeta imparcialista. Os artigos, os poetas, as poesias e tudo que se refere ao imparcialismo é fruto dessa observação e desse contexto observado que resulta na obra imparcialista. A vida é formada de parcialidade e o imparcialismo é a observação e a leitura da vida.
O conceito de Imparcialismo se vê no simbolo Imparcialista.

José Nunes Pereira

J.Nunez

Poetas e poesias contemporâneas

Há um movimento literário contemporâneo conhecido como Movimento Literário Imparcialista: literatura para o novo contexto. Esses poetas estudam o novo contexto sobre o qual estamos vivendo e a partir desses estudos realizam a nova literatura brasileira: Literatura Imparcialista. Para que saibamos o quais os conceitos dessa litaratura precisamos estudar: Conceito de imparcialidade
http://literaturaimparcialista.blogspot.com/2010/10/conceito-de-imparcialidade.html
J.Nunez

Movimento literário Imparcialismo

O poema Ciclo de Octávio Guerra é o estudo para uma nova estética, uma nova forma, um nova temática, um novo contexto histórico. As inovações ocorrem na métrica, são feitas através de letras e palavra e que considera o substantivo composto como uma única palavra dentro do poema porque representa um único objeto. Todos os versos devem possuir a mesma quantidade de palavras, salvo o verso imparcial que de ser livre e fora da estrofe, este verso imparcial deve representar ao dois pontos de vistas, os dois lados, dois conceitos sem que oscile.

O poema se compõe de duas estrofes que devem terminar sempre em numero par e com a mesma quantidade de versos em ambas estrofes, neste poema e entre as estrofes deve haver o verso imparcial que representará as duas estrofes, este verso deve ser único livre e imparcial.
O número de palavras ou letras na métrica do verso, são livres de um poema para outro, porem deve obedecer o mesmo numero de letras e palavras em todos os versos e ainda o numero de palavras ou letras deve resultar em um numero par.
Do mesmo modo que o verso imparcial abrange as duas estrofes, o titulo também deve abranger as duas estrofes para que aja imparcialidade. Esta característica de imparcialidade faz possível a leitura das estrofes separadamente, tornado o verso democrático e imparcial.
No poema inovador de Octavio Guerra a soma das duas estrofes e do verso impar é um numero impar, para que assim sobre um verso que é o verso imparcial.
Para orientar a leitura o poema imparcial deve conter o titulo e o tema abordado, assim dá maior facilidade de leitura e interpretação.
O distanciamento de campo semântico no verso é outra característica que resulta da era da informação e da democracia do conhecimento. Por de trás da estética e da forma do verso imparcialista escondem os conceitos de liberdade, justiça, democracia, igualdade, direitos , individualidade, coletividade, imparcialidade, possibilidades e flexibilidade.
O que vem reforçar esta visão de direitos iguais e democracia não é um novo contexto, mas fatos que representam estas mudanças no cenário mundial. A eleição do primeiro presidente negro da historia da política no Estados Unidos é um dos fatores que reforçam esta inovação para um novo contexto mundial. Não podemos esquecer que o tema abordado é um acontecimento e uma preocupação constante na sociedade.
Pode se notar na Poesia Imparcialista o multiculturalismo e a globalização presentes na Era da Informação. O que representa aqui a teoria da métrica imparcialista é o poema de ABILIO SANTANA.
Esse poema revela a emancipação e o poder da mulher, e deixa claro a inversão da ordem clássicas dês coisas.

Meios

(O PODER DA MULHER)



Nem mesmo o espírito santo,

Nem o vento frio

Entrou por está janela

Trazendo o pólen fértil.

Então sem medo algum

Pouse em minha flor

Aberta para a noite,

Livre de pudor cristão.

Sexo não é mais necessariamente reprodução

Fujo desta mulher viúva negra.

Depois da ejaculação precose,

Tenho medo de mulher

Que consome minha seiva,

Me usa com crueldade...

Depois fecha a flor

E recolhe o pólen,

Sem ereção sou inútil.

Abílio Santana

J.Nunez

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Aos presidenciáveis...

Marina Silva é a mais contemporânea dos políticos

Sua afeição pelas questões ambientais é um fator que faz de Marina Silva

Uma mulher e uma política dentro do novo contexto mundial...

O que foi tido, não dá mais para ser engolido...

E se falou tanta coisa que não deferia ter falado...

Não me venha com essa de estado laico,

Não acredito em estado absolutamente laico

Porque quem está no poder é um ser humano

E ser humano não é uma superfície plana e padronizada,

Por isso sempre haverá um lado para onde o poder cai eventualmente...

O estado não pode ser confundido com religião,

Mas o estado e a religião são feito por gente,

Não é possível separá-los completamente;

Sempre pertenceremos aos dois lados

E sempre tentaremos conciliá-los e

É isso que vem tentando nossos presidenciáveis,

Que serão eleitos por gente que faz as igrejas e o estado.

Assim disse meu amigo e poeta Imparcialista Salomão Alcantra:

_Há... se eu tivesse uma faca capaz de separar o estado das igrejas!

Não emprestaria aos presidenciáveis...

Octavio Guerra
J.Nunez

Cronopoema

VERDADE É O QUE VOCÊ QUER OUVIR.


Verdade é aquilo que você está disposto a ouvir,

E não outra coisa que venha a incomodar

Sua estabilidade emocional.

O pastor de gentes sabe muito bem disso,

Tanto é que mudou o discurso, ou o produto,

Agora ele vende prosperidade,

Antes ele vendia salvação meramente.

Enquanto lá dentro do salão comercial,

Que chamam de templo, ele gritava

Com sua voz rouca padronizada que manifesta

Quase uma agonia e seu timbre feito,

Eu descia a Rua: da Consolação.

Se vende salvação e felicidade

E eu só quero comprar o que não encontro,

Um remédio e uma mascará contra a epidemia.

Se vende salvação e felicidade

E eu só quero livrar-me da grande catástrofe natural.

Queria ter dinheiro para comprar

Um terreninho lá em Marte,

Que venha com esgoto e água encanada.

Quero uma salvação científica.

Enquanto tudo isso lá nos Estados Unidos

Mais um homem fatalista e fracassado,

Entra atirando em mulheres na academia LA Fitness.

Enquanto tudo isso o Abílio Santana

Vem descendo a Rua: da Consolação

Saindo da casa da índia,

Onde gastou todo o seu salário semanal,

Numa ejaculação precoce.

A verdade é o que você quer ouvir,

Por isso digo que te amo.

A verdade é diferente para outras mulheres,

Por isso é tão fácil viver,

Basta ser leve e dizer

O que o outro está disposto a ouvir.

Se você assim quiser, posso te arrastar para dentro

E beijar te descompassadamente,

Se assim preferir posso de jogar para fora,

Te implorar que não vá embora,

Posso fazer escândalo,

Posso dizer que te mato,

Posso dizer que morro de ciúme.

Mas também não posso nada disso,

E viveremos sem mentiras na calmaria da vida,

Escorreremos pela madrugada

Contemplado esse bucolismo urbano

Aqui da ponte Getulio Vargas.

Hermínio Vasconcelos

J.NUNEZ

CRONOPOEMA

O IMPARCIALISMO

Mulheres no poder...

Spray promete evitar a ejaculação precoce .Menor sensibilidade aumentaria o período de penetração
Por Minha Vida http://yahoo.minhavida.com.br/conteudo/5552-Spray-promete-evitar-a-ejaculacao-precoce.htm

Meios
(O PODER DA MULHER)

Nem mesmo o espírito santo,

Nem o vento frio

Entrou por está janela

Trazendo o pólen fértil.

Então sem medo algum

Pouse em minha flor

Aberta para a noite,

Livre de pudor cristão.


Sexo não é mais necessariamente reprodução


Fujo desta mulher viúva negra.

Depois da ejaculação precose,

Tenho medo de mulher

Que consome minha seiva,

Me usa com crueldade...

Depois fecha a flor

E recolhe o pólen,

Sem ereção sou inútil.

Abílio Santana
J.Nunez

Jogo de poder ( cronopoema )

O Cheiro da Fossa


Levantaram a tampa da fossa,

Deixando em Brasília

Esse inigualável cheiro de bosssssssta.

Quem abriu a boca, quem ousou destampar à fossa...

E remexer na merrrrrrrcadoria secreta.

“Quem é que se importa com a opinião pública”

Estamos na democracia, e a confundimos

Com falta de vergonha na cara.

Você me diz o que pensa,

Eu faço de conta que não é comigo,

Que “não sei de nada”

E assim fazemos um país cada dia mais cínico.

Não sou nem um pouco romântico,

Sei do jogo de poder,

Mas também não precisamos ser tão desavergonhados,

Precisamos de um pouco de virtude,

Mesmo que sejam elas cristãs.

Com tudo, ainda nos sobra uma qualidade,

“A ética” esse decoro não nos deixa ser injustos

Com nossos companheiros de cumplicidade.

Você não me enche o saco com seu civismo barato,

“Quem se importa com a opinião pública”,

Ela não passa de um cachorro de rua,

Velho fraco e desdentado.

Quem se importa com esse povo sem atitude,

Com esse povo que é colonizado colonizador de si mesmo.

Você não me enche o saco com seu civismo frouxo

Senão eu te mando ir tomar no...

Igual o Chico Bento na nova gramática,

Igual ao senador na entrevista.

Em fim “relaxa e goza”

Porque se fazer resistência,

Vai doer muito mais que está doendo agora.

Salomão Alcantra
J.Nunez

Globalização, multiculturalismo e imparcialidade na literatura....

Um novo caminho para a literatura


A poesia globalizada, o multiculturalismo e a imparcialidade nas obras literárias é um novo caminho que se abre para a literatura, os poetas que buscam a poesia que faça uma leitura do homem contemporâneo estão nesse caminho que se abriu com a Era da Informação.
O estudo do novo contexto é a base para a realização desse novo caminho para a literatura. O novo contexto para a literatura não é mais regionalista, e não se prende a uma cultura determinada, a nova poesia é globalizada, multiculturalista, imparcial, assim, apropriada para a nossa Era da informação.
Os artistas contemporâneos, não importa que expressão artística utiliza, não podem esperar pelo fim do Modernismo Brasileiro ou mesmo mundial, porque esse é medido pelo avanço tecnológico, pelo progresso da sociedade industrializada e pelo capitalismo que não terá um fim, podemos observar sem esforço que o homem tomou um caminho sem volta rumo a sua autodestruição, ela anda de mão dada com a destruição do planeta, e até se confundem.
O que os artistas podem fazer é observar essa realidade planetária, social, coletiva e individual e dessa observação do contexto criar o novo caminho para a literatura.
As tendências não são necessariamente mecânica; as tendências podem surgir da observação do contexto.

J.Nunez

Cronopoema: Atos Secretos

Atos Secretos

Nevoeiro encobre a cidade,

Ela voltou mais cedo

E me pegou em “atos secretos”

Embaixo do edredom.

Tentei explicar: ela disse que não precisava,

Mas a vergonha ainda persiste

E continuo tentando explicar:

“Não fiz nem menos nem mais

Do que você faz em pensamento

Quando esta em público.”

Talvez eu seja só mais um sujo querendo

Justificar nivelando você comigo.

O nevoeiro foi ontem; hoje o Sol

Deixa entrar pela janela sua claridade raliada de verão,

Deixa essa vontade do seu beijo úmido e quente.

Tudo é noticia; estatística de sexo casual também é noticia,

Violência não é mais noticia é matéria prima para o cinema,

É produto de consumo para a tv,

Mas o que me importa mesmo

É trazer de volta seu beijo quente e úmido

E nosso sexo casual que rolava

Antes de eu ser pego em “atos secretos”.

Ela voltou, entendeu que foi solidão e até me perdoou,

Mas para me dizer isso,

Ela veio com um homem elegantíssimo e bem sucedido

Certamente ela espera que eu tenha um pouco de nobreza

E corte os pulsos quando saindo ela bater a porta.

Talvez ela pensa que sou uma gueixa suicida

Ou um político asiático, ela realmente não me conhece!...

Abílio Santana

J. Nunez

Sou degenerado e frouxo na moral quando sou Abílio Santana.

O Real as compras e a ilusão de progresso...

Na sociedade do prazer, na sociedade possibilista vivemos fora de nossa própria realidade e fora da realidade de nosso tempo, nessa nova sociedade que se formou após a industrialização e a criação de mercados passamos a nos comportar como se fossemos todos “coronéis” “senhores feudais” sem Rei, somos a sociedade que vive de status totalmente incoerente e inadequado a nossa realidade socioeconômica.
A industrialização, a criação de mercados consumidores e a criação da “moeda Real” trouxeram uma ilusão de progresso nunca vista antes, esse fato pode se comprovar com as compras de aparelhos de televisão, celulares, computadores, máquinas de tirar fotos, câmeras, carros, eletros domésticos, MP3, 4, 10 etc.
Essas aquisições quase que descartáveis trouxe a ilusão de progresso social porque as aquisições de valor são as mesmas do inicio da criação do comércio: terras, propriedades, plantações e criações. A indústria e o comércio são novas formas de aquisições, porém seus produtos não são necessariamente um progresso social para o individuo que vai até uma loja e compra esses produtos, que alimenta a industrialização.
Somos ridículos quando competimos nas aquisições de posses, em primeiro porque releva a pobreza de alma de nossa sociedade possibilista e segundo porque essas nossas aquisições são quase sempre inadequadas as nossas realidades socioeconômicas.
Para comprovar essa ilusão da sociedade possibilista observe que há muitos adolescentes crianças com aparelhos de celulares que custam Quatrocentos Reais e sua realidade socioeconômica simplesmente é inadequada com tal aquisição, há muitos indivíduos que são excluídos da sociedade, mas que são muitos úteis para a industrialização porque são iludidos e incapazes de perceber que a sua realidade social não combina com o status falso que um produto lhe empresta, esses indivíduos pobres de alma são ainda capazes de rugir como leões quando são apenas ratinhos de bueiros.

Salomão Alcantra
J.Nunez

Literatura e poesia contemporânea

A poesia imparcialista representa a literatura para o novo contexto pós modernista.
Não somos mais modernos somos possibilistas,, não seguimos mais vocações e talentos
Vamos por onde dá, o Reality Show é um prova dessa sociedade possibilista que segue o prazer
físico em busca da felicidade que se esconde na alma;m ais precisamente nas vocações e nos talentos, essa é a sociedade dos infelizes buscando a felicidade onde não há paz ou qualquer outra sentimento que vem da alma.  

Cidade Litorânea

O vento frio que vem do mar

Deixou à noite solitária

E a saudade ainda mais cortante.

Na primeira vez que eu vim à praia

As cabanas eram lá... onde hoje é mar.

Não me pergunte dos amigos

O que são eles, se não as lembranças que deixaram.

O que sei deles são noticias de estrelas cadentes,

São conversas vazias de reality show.

O que me disseram do Armando

É que ele aposentou, casou os filhos, se separou

E foi lutar pela causa gay.

O que falam da marina...

É que ela abandonou o marido doutor,

Fugiu com o personal trainer,

Pensando que agora será feliz no amor.

O que eu sei do Augusto...

É que foi morto pelo filho adolescente

Que não suportou ouvir o primeiro não de sua vida.

Outro dia vi Aline, ela fez que não me viu,

Então, naturalmente, também não a vi.

O que eu vi foi seu colar de ouro maciço

Que descia entre seu busto siliconado.

O que eu vi foi seu cordão de ouro bruto

Que me fez lembrar da ilusão de garimpeiros

E dos meninos ribeirinhos, encéfalos de mercúrio.

O que são os amigos, se não trapos de gentes como eu.

Eu sou este que se vê, não tenho mistérios

E não espero nada, o que vêem é conseqüência de eu estar aqui

Esperando ser engolido pelo tempo

Ou pelo mar que avança furiosamente.

Eu sei, você se deu bem...É cantora gospel

Evangeliza, veste calça de couro e botas da mulher gato.

Tudo se desconfigura em nome do capitalismo...

E assim cumpre à profecia do apostolo São Paulo,

Escrita na segunda carta a Timóteo

No capítulo quatro versículo três.

Salomão Alcantra
J.Nunez

Análise do Poema

No poema não há um verso uma palavra que tenha intenções críticas, o que há nesse poema é o relato e a constatação de realidade com uma visão imparcial. Esse é de fato o principal objetivo de O Imparcialismo: POESIA PARA O NOVO CONTEXTO

Neste poema há muitos assuntos contemporâneos como avanço do mar, o aquecimento global.

O possibilismo ( as muitas possibilidades de sucesso deste tempo em que não seguimos vocações, e sim as possibilidades de sucessos, como vemos nos reality show) a liberdade sexual, tempo de passeatas homossexuais, a liberdade sexual da mulher, a adolescência que não sabe os que é limites e seu total domínio sobre os pais, o abismo social, a diferença absurda entre quem não possui o básico e quem faz até analise psicológica em seu cachorro, o efeito da contaminação do meio ambiente, vemos ainda que coisas serias se tornam produtos de consumo nas mão do capitalismo. O poema não é uma critica, e sim um constatação de tudo esta sujeito aos nossas caprichos inclusive Deus que é uma idéia moldado conforme nossas paixões.
O poema Cidade Litorânea é na verdade o que os poetas imparcialistas chamam de cronopoema, isso porque é utilizado na composição do textos elementos cotidianos que estão nas mídias e são noticias sejam elas banais ou de máxima importância. Contudo os poetas imparcialistas não esquecem da estrutura e da estética do poema.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Voto de protesto

Não elegi o Tiririca em voto de protesto,

Não sou voto de cabresto,

Não fiz voto de castidade,

Não sou o voto de Minerva,

Não fiz voto de felicidade,

Não fiz voto de matrimonio,

Não fiz juras de amor eterno,

Não votei nulo,  não votei branco,

Não troquei meu voto por bolsa família

Ou qualquer outra esmola,

Não fiz pacto de sangue,

Não prometi nada,

Não lavei as mãos feito Pilatos,

O meu único voto é de pesar,

Pesar por um protesto errado,

Um protesto que compromete nosso país,

Um protesto burro,

Um protesto semelhante a um tiro no próprio pé,

Um protesto que é usado pelos Partidos

Como jogo político onde o país perde duas vezes.

Não diferenciamos democracia de consciência política.

Salomão Alcantra
J.Nunez

CONHEÇA A NOVA LITERATURA BRASILEIRA
http://literaturaimparcialista.blogspot.com

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Amor, humanidade, perdão e vida real

A Gente Se Merece


Não quero um outro amor,
Já vivi o bastante para aprender
Que somos nós que devemos mudar,
Que sou eu que devo fazer por merecer.

Se o nosso amor vai de mal a pior
É hora de fazermos alguma coisa,
Mas esquece essa idéia de dizer adeus,
A gente se merece assim como somos,
A gente se merece com todos nossos erros,
Com todos os nossos defeitos.

Eu não mereço coisa melhor,
Você não merece coisa pior,
A gente se merece assim como somos.

Esquece essa idéia de dizer adeus,
A gente já viveu o bastante para aprender,
Que tudo na vida tem um preço,
Tudo custa esforço.

Você nunca parou para pensar?
Que até mesmos as flores
Se esforçam para ser lindas,
Que os pássaros fazem ninhos e cortejam,
Que os leões guardam seu território,
Que as fêmeas sacrificam por seus filhotes
Tudo se movido pela força do amor.

Esquece essa idéia de dizer adeus,
Essa idéia de amores modernos,
De amores covardes que não suportam a realidade,
Só podemos chamar de amor aquele sentimento
Que suporta o peso da vida real.
Podemos sim ir mudando,
E nos merecendo à medida que nos tornamos melhores.

Salomão Alcantra

J.Nunez

Análise do Poeta

Salomão Alcantra é o mais imparcialistas dos poetas, ele não acalenta nem mesmo sua próprias ilusões. Sua imparcialidade e realismo pode ser notada sem seus versos escritos sempre na primeira pessoa do plural.

Desprezo, paixão e amor

Doença
Eu, o desenganado, contemplei no espelho,

Com uma tristeza de morte, os sintomas

Desta doença prosaica e incurável

Que vai definhando o meu corpo.

Contemplei:

Um brilho estranho em meus olhos,

Um tremor em minhas mãos,

Um sangue frio em minhas veias,

Uma perturbação nos sonhos,

Um pensamento único e constante

Como se eu fosse um suicida,

Uma sensação de alegria extrema,

Ou uma explosão de desespero,

Um esquecimento de meu corpo,

Um entorpecimento dos sentidos,

Uma perca de apetite e por conseqüência

Um emagrecimento assombroso

E uma fome insaciável não sei do que,

Um ódio crescente e incontido,

Um sentimento terno e doce, como se eu

Já estivesse envolto nas asas do anjo,

Uma ânsia de último suspiro,

Um êxtase de caminho onírico,

Um foco no pensar e sentir,

Um olhar distante e embriagado de ilusões,

Uma insônia que põe solidão

E tormenta em minhas noites

E olheiras nos meus dias de espera,

Uma respiração acelerada e sufocante,

Uma dor no peito, que me faz rolar na cama,

E navegar noite adentro, solitário e esquecido,

Uma sensação de morte,

Um desbotamento da vida,

Um aperto no peito, por não saber chorar,

Uma fluidez nas coisas sólidas,

Um olhar alagado de tristezas,

Um inesperado frio no baixo ventre,

Um caminhar desnorteado e displicente,

Um suor excessivo nas mãos trêmulas,

Um calor sobre o frio em todo o corpo,

Uma face e um sorriso congelado,

Um suspiro de alegria,

Uma fome adolescente de vida,

Uma palavra entalada na garganta,

Um grito sufocado pelas suposições,

Um grito arrebentado e inconseqüente,

Um arrependimento inconfessável,

Um sentimento embalado por música,

Um vírus que contagia com palavras suaves,

Com gestos de pura devoção,

E com o conteúdo da carne e da alma.

Um tornado de sentimentos que varre o chão

De minha mutável paisagem interior.

Um sufocamento de não chorar.

Quando a dor é demais

Enrudesse á alma e seca os olhos.

Eu, o desenganado, abandonei

Meu corpo ali num canto da casa, até que morra,

Desta doença de amar sem ser amado.

Abdias de Carvalho

J.Nunez

Abdias de Carvalho é um dos pseudonimos de J.Nunez esse é o poeta da estagnação, da poeira assentada, da falta de perspectiva, da baixeza moral, da atrofia, da revolta calada, do silêncio dos excluídos, da ruminação furiosa e secreta, da repugnação, da repetição angustiante, da falta de oportunidades, da linguagem repugnante, esse poeta representa o abandono, o deixar se onde está. Neste poeta não há incertezas, e sim eterna imobilidade.

domingo, 3 de outubro de 2010

Jesus, caminho e calvário...

Levante, recomece a caminhar


Quantas vezes o Mestre Jesus caiu
No caminho do calvário, arqueado
Com o peso de sua cruz,
Sobre seus ombros os pecados do mundo.
Aprenda com nosso mestre Jesus
E recomece a caminhar
Porque o chão é limite
Apenas para um corpo ferido,
Enquanto sua alma continua a cair
Até chegar ao fundo do precipício
Das almas perdidas, onde só existe
Dores e sofrimento.
Aprenda com nosso Mestre
Levante e recomece a caminhar
Porque o chão é limite
Apenas para um corpo ferido,
Mas se você se levantar,
Sair de onde você se abandonou
E recomeçar a caminhar
Vai descobrir que sua alma têm asas
Que te levam a gloria de Deus
Que te levam ao reino do céus,
De lá você verá que nada é oculto,
Quem nada é segredo para quem tem fé,
Recomeça a caminhar e descobre que sabe voar.

Francisco Medeiros
J. Nunez

Homens modernos e afeminados

Bobagem


Foi a saudade que lhe trouxe de volta
Ao velho centro da cidade.
Ela disse que é infeliz no amor,
Mas que possui um personal trainer
Ou personal Sex, isso depende muito
De sua disposição no dia.
Quando ela quer mais,
Tem ainda um pau amigo que é só chamar.
Eu disse a ela que se eu fosse
Forte, bonito e gostoso,
Também iria dançar
No clube das mulheres
Do outro lado da cidade.
Se eu tivesse condição de alguns reparos,
Colocaria silicone na bunda,
Aumentaria meu tórax
E seria o que chamam de metrossexual,
E depois ia ser striper na boate do outro lado da cidade.
Mas acontece que não tenho jeito,
Já estou muito estragadinho...
Ela apenas balançou a cabeça
Rindo de minha bobagem.
Assim amanheceu...
E a lua pálida feito um fantasma
Ainda persiste na claridade do sol.

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

Mulheres contemporâneas...

Objetos


Se toda mulher é Capitu modernista,
Se toda mulher é viúva negra,
Ela que não foge a regra,
Chegou linda, toda vestida de preto,
Lançou seu olhar em linha reta
Que fatalmente transpassou me o peito
E se estendeu até o infinito.
Nem se quer pensei em resistir.
Logo vi que ela gostava mesmo
É de homem vaidoso ou metrossexual.
Sou homem para saciar seus desejos,
Elas precisam de meu instinto animal,
Sonho de consumo, sou seu capricho.
Eu vendo sapatos na avenida central.
Ela é presidente de uma multinacional,
E precisa de um homem objeto
Que não incomoda com o sucesso,
De mulher rica, livre e poderosa.

Eu, homem objeto; ela mulher incompleta.

Meia luz ou luz de vela,
Iniciava o ritual da viúva negra.
Quis cortejá-la com palavras vazias,
Ela mandou que calasse a boca,
Depois pediu que vestisse de cowboy
Para que assim parecesse mais viril,
Depois lhe serviu um coquetel
Disse que ele tinha pouca potencia
Para seu desejo de mulher fatal
Não houve cerimônia para o desfecho,
Ela jogou o dinheiro na cama,
Enquanto vestia a sua meias calça preta
Calçava seus sapatos de bico fino,
E dizia: _ você nunca me viu,
Ele respondeu _ Eu não sou destes ...
Ela respondeu _Eu sei que não.
Mas tudo tem um preço, rapaz!
Mesmo que não esteja à venda.

Abílio Santana
J.Nunez


A poesia Objetos estuda a relação do homem contemporâneo com essa mulher bem sucedida profissionalmente e socialmente.

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