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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

sábado, 6 de novembro de 2010

Poesias contemporâneas

A literatura imparcialista é um novo caminho para todas as formas de artes,
a poesia imparcialista é fruto da observação do novo contexto.

Leviano


Repleto de mim, me basto e ainda sobro.

Por isso preciso de você, mas não te quero muito,

Também não me queira muito...

Quero só que você me queira também.

Depois que a claridade acender entre as molduras da janela,

Não precisa mais me querer,

Passei da idade de sofrer por amor, aprendi com o tempo extrair

Dos sentimentos apenas o que me satisfaz,

Assim faz a abelha com a flor.

Quero só que me queira também, o coração é tão vasto...,

Eu sou tão leviano... E os sentimentos não têm direções.

Não estranhe se eu não sentir ciúme e não falar de amor,

É que isso é para os majestosos cisnes brancos,

É que estes sentimentos são caprichos,

Para gente igual eu e você, que apenas sobrevivem...

Arranque de mim o que deseja, mas não precisa pressa...,

Ainda me resta dentro do peito um coração amigo,

E meia garrafa de vinho na estante; depois você pode chorar antigos amores,

Contar-me segredos e lamentar seus fracassos...

É certo que não ouvirei uma palavra, por isso não terei conselhos para lhe dar.

Nunca escutei conselhos, caminhei para a fossa sozinho...

Mas deixarei que você sangre como um passarinho sacrificado no altar,

Porque sangrar rir e chorar alivia à alma...

Quando amanhecer, podemos caminhar na praia...

Felizes por não sermos nada.

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

MOVIMENTO LITERÁRIO  IMPARCIALISMO

O contexto amoroso desse texto tem relação direta com o descompromisso sentimental e o sexo casual de nosso tempo. Tempo em que o sexo e a amizade perderam suas fronteiras.

Amor, separação, reconciliação, perdão

Com as folhas secas ao vento

Outono, eu indo embora
Com as folhas secas ao vento.
Deixei você ali, entre os sonhos
Que ficaram para depois,
Entre as coisas que podiam esperar.

Andei por tantos lugares,
Tenho tanta historia para contar,
Tenho tanta coisa para esquecer...
Todo este tempo esperei
Para te ver outra vez.

Você me olhou, não entendeu
O brilho que ainda havia em meu olhar...
Tinha tanta certeza do seu amor,
Tenho tanta coisa para falar,
Mas logo percebi,
Que os sonhos eram só meus...

Você tem uma historia contar,
Nada para esquecer,
E a distância havia apagado
O brilho em seu olhar
E apenas deixou o sorriso que nunca foi meu.
Outono, eu indo embora
Com as folhas secas ao vento...

Francisco Medeiros
J.Nunez

11/07/07

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Os esteriótipos do negro e do povo em Monteiro Lobato

Monteiro lobato era racista sim, Rede globo e Academia Brasileira de Letras. Seus livros não deveriam ser estudados na escola, nós Brasileiros estamos acostumados ser cachorros vira-latas e com a pior educação do mundo, veja o nosso desempenho na educação no índice de desenvolvimento humano. Monteiro Lobato é racista sim, foi um oportunista que fez dos estereótipos brasileiros um produto, e isso não mudou muito, ainda usamos e difamamos nosso país com filmes que só revelam pobreza, miséria, inferioridade, violência, racismo etc. O Jeca Tatu, o homem preguiçoso e estagnado em sua miséria social e cultural, esse tipo, esse brasileiro de Monteiro Lobato é um estereotipo que se repete e se eterniza na personalidade brasileira e isso se teve a própria aceitação desses estereótipos que se entendeu e continua se propagando para as gerações futuras. Isso não ocorreria se tivéssemos a consciência de que os estereótipos se perpetuam pela nossa aceitação. O povo brasileiro não lê, não busca desenvolvimento cultural, espiritual e moral porque está preso a seus estereótipos de inferioridade e misérias. A aceitação de sua pobreza intelectual, cultural e social é fruto desse estereótipos que aceitamos desde o descobrimento desse país. O brasileiro precisa urgentemente banir de sua história e de sua baixa estima essa idéia de inferioridade, e se a formação dessa auto- estima e desse novo caráter passa pela eliminação dos clássicos que eternizam nossa inferioridade, estão que sejam eliminadas!...
A literatura de Monteiro Lobato tem a força de perpetuar os estereótipos QUE DELIMITAM os negros. Ainda vejo nas salas de aulas alunos brancos tendo o direito de classificar os negros como animais. A justificativa que encontram são as mesmas: a famosa intimidade, amizade e o “carinho”, tipo de coisa que o negro aceita como uma maneira de ser aceito de algum modo e oferecer alguma coisa, mesmo que seja a sua própria cara para apanhar.
Esses alunos não foram formados necessariamente por Monteiro Lobato, e nem precisam desse escritor para praticarem seus estereótipos racistas e delimitadores, isso está incrustados no povo brasileira. Somos Inferiorizados por nós mesmos quando aceitamos os estereótipos que se propagaram até aqui, e se propagaram por todas as gerações, até que tomemos consciência de que somos delimitados pelos nossos estereótipos.
Não sou defensor de causa alguma, se defendo alguma coisa é a igualdade social e a igualdade de oportunidades.
Monteiro Labato se sentia muito refinado!.., Com seus preconceito e suas criticas de conservador de mesmices colocou Anitta Malfatti no ostracismo. Monteiro Lobato também pode cair no ostracismo...


J.Nunez





quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A sociedade contemporânea

Família contemporânea


A mulher começou a conquistar seu espaço na sociedade a partir da industrialização, período em que foi necessário que a mulher também entrasse no mercado de trabalho, esse fato desencadeou muitos dos problemas da sociedade moderna, isso é observável nas famílias em que a mulher trabalha fora de casa e os pais terceirizam a educação de seus filhos, é quase natural que um pais tem o conceito errado de que a escola é responsável pelo educação de seu filhinho mimado, filhos que são compensados com presentes e flexibilidade de condutas que os deixam sem noção de limites, sem noção de coletividade e entre muitas outras coisas, imaturos para a vida real, são maduros quando se trata de direitos e comportamentos que são próprios a adultos que possuem uma liberdade socioeconômica, porém infantis quando se trata de assumir os deveres para consigo e para com o outro e a sociedade. Há na sociedade contemporânea uma maneira estúpida de compensar os filhos pela a atenção que não somos capazes de proporcionar, compensamos os filhos com presentes e flexibilidade excessiva de moralidade, ética e conduta. É lastimável que a mulher depois de sua independência social e econômica tenha caído na mesma desprezível conduta dos homens que seguem seus instintos mais selvagem e primitivos. A mulher que era observada com um universo totalmente novo e tornou mera imitação dos homens com seus comportamentos estritamente sexuais e degenerados. Seria imagem de contemplação se a mulher não tivesse se tornado mera imitação degenerada dos homens. A mulher imita o alcoolismo, o sexo sem sentimentos os vícios, a linguagem, as libertinagens, os vícios etc.
Podemos observar que algumas mulheres possuem independência socioeconômica, porém preservaram em sua essência a mulher com todas os atributos de ser mulher virtuosa e autenticas em sua alma e em seu corpo de mulher.
Não importa o quando a mulher tente ser moderna ou insista em ser mera imitação dos homens, o fato é que ninguém quer ter a mãe na zona, afinal nossa mãe é o nosso ponto de partida para a vida.
Se a mulher contemporânea é uma imitação dos homens , os homens contemporâneos estão se tornando imitação das mulheres; esse são os homens que sedem a criação de mercados que desejam agradar as mulheres poderosas de nosso tempo, e criam homens afeminados que são tipos apreciados pelas mulheres pela sua delicadeza e higiene , até que elas percebam que esses homens estão se tornando afeminados demais. Os homens já estão colocando silicone na bunda.
Esses fatores, poder feminino associado à criação de mercados para mulheres poderosas está intimidando o homem, e um homem intimidade sente se uma fêmea submissa.
O sexo fácil trouxe a degeneração e a desmotivação do homem; todas as conquistas do homem sempre possuem um fundo sexual, e se o sexo e dado de graça só nos resta beber e transar.

J.Nunez





A poesia e o poeta imparcialista

A caçadora da noite

A caçadora da noite,

Me estreitou por entre os pilares,

E as sombras das paredes onde os viciados se esquecem,

Me espreitou, logo percebeu que sou presa fácil,

Não desperdiçou energia nem palavras,

Apenas ofereceu o ópio de sua boca

E a morfina do seu olhar

Ela é tudo que faz sonhar...



Adormeci enquanto seus dentes incisivos rasgavam,

Seus dentes caninos dilaceravam,

Seus dentes molares moíam meu corpo,

Ela me mascou feito coisa que se masca até perder o gosto,

Depois me cuspir como se eu deixasse

Um gosto amargo na sua boca.



Quando despertei de meu entorpecimento

Ela já havia deixado esse lugar que desconheço,

Colocado meu corpo num cantinho do quarto

Como se fosse coisa esquecida por alguém

E levado meu coração e oferecido ao diabo...

E assim eu conheci os infernos e a morte,

Ali está meu coração no altar dos sacrifícios.

Abdias de Carvalho

J.Nunez

Abdias de Carvalho é um dos pseudonimos de J.Nunez esse é o poeta da estagnação, da poeira assentada, da falta de perspectiva, da baixeza moral, da atrofia, da revolta calada, do silêncio dos excluídos, da ruminação furiosa e secreta, da repugnação, da repetição angustiante, da falta de oportunidades, da linguagem repugnante, esse poeta representa o abandono, o deixar se onde está. Neste poeta não há incertezas, e sim eterna imobilidade.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Poesias de amor, perdão, reconcialiação...

Amor de amar, amar e pronto...

Meu amor é um segredo,

Esse amor não permite fotos nas paredes,

Declarações apaixonadas,

Namoros em cantos escuros,

Beijos de tirar o fôlego,

Presentes em dias especiais,

Datas comemoradas a dois.

Esse amor, como todos, possui uma música

Que escuto em segredo com o meu coração.

Esse amor não é amor de esperar em cais de porto,

Esse amor é amor de sofrer calado,

Esse é amor de não esperar nada,

Esse é amor que não pede explicação,

Esse é daquele amor que nasceu no lugar errado,

E sabe que deve apenas padecer de amor.

Esse é amor de lágrimas no escuro,

Esse é amor de eterno abandono,

Esse é daquele amor com a elegância de amar

E sofrer em silêncio por amor,

Esse é daquele amor que esquece

 A alma em algum outro coração,

É amor de amar, amar e pronto...

José Nunes Pereira


J.Nunez

A poesia dentro do contexto contemporâneo

A poesia imparcialista busca a leitura do homem contemporâneo.


Absinto

Não precisa cerimônia;

O que interessa é o que tenho para te dar,

E o que você pode me oferecer.

Não precisa forçar um choro,

Não precisa fazer promessa,

Muito menos procurar desculpas.

Puxe uma cadeira,

Sente-se e divida comigo

O mesmo copo de absinto.

Também não precisa

Dar um nome para este sentimento.

Não tente entender, para depois disfarçar

Com pensamentos sutis.

Não precisa cerimônia...,

Quero apenas o silêncio de sua companhia

E a harmonia de nossos pensamentos,

É assim que esqueço que você têm formas;

E toco a sua alma.

Quando as portas dos bares forem cerradas,

Podemos andar pelas ruas, contando passos,

Sem a sua voz ouço os seus sapatos,

E na Ponte Getulio Vargas podemos sentar

E contemplar a cidade que se apaga

Como se agonizasse o dia que chega,

Então, poderemos adormecer,

Depois de termos caminhado pelas ruas

Feito cachorro doido...

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O cristianismo fez do ser humano uma superfície plana...

Não, não sou superfície plana e cristã,
sou labirintos, Céus e infernos, ruelas onde ocorre todo tipo de crimes,
salões de homens elegantes e civilizados....
Livre como quem contempla a paisagem despreocupadamente...,quero um poema, sou o pugilista de guarda aberta, desarmado de meu espirito crítico e franco, e minha franqueza é um soco de esquerda que derruba, mais hoje não quero briga, estou fraco, quero apenas contemplar a paisagem sem compromisso.
Quero beijar-te dizer que te amo e isso é o bastante para hoje, nada de promessas, nada de compromisso.
Que tal escorrermos por este dia, naturalmente e nítido e quem sabe desaguar na vida e continuar natural e nítido.
A palavra de ordem hoje é, Beijar-te, beijar-te feito adolescente, que beija sem compromisso e cheio de sonho, delírio e alegria de descobrir o amor.
A palavra de ordem hoje é, ser criança e brincar de ser, e ser por fim apenas criança.
Hoje é dia de folga para meu espírito pugilista.
Contemplo á alma humana, especialmente quando refletida nos olhos, no sorriso e num gesto raro e nobre, contemplo o teu sorriso como contemplo um quatro que enfeita a parede, e quem vê a parede!?... Quando contempla uma paisagem!
Sou eternamente grato a um gesto de compaixão, a um beija-flor, a um pássaro, a uma criança, as flores de Ipê que desabrocham no inverno, a um sorriso sincero de um amigo, sou eternamente grato a tudo que é natural nítido belo e bom.
Contemplo as virtudes e me dissolvo, como quem contempla um quatro na parede, e fica esquadrinhado entre a moldura.

J.Nunez

domingo, 31 de outubro de 2010

Amor personalizado, patronizado e cristão

Amor Cristão


http://literaturaimparcialista.blogspot.com/2010/09/amor-cristao.html

Personifique o amor

Sintetize a paixão,

Canalize o desejo,

Em um único corpo,

Em uma única alma.

O cristianismo é equilíbrio Budista

Apesar de o cristão não saber disso...

Só é possível ser cristão

Se personificar o amor

Sintetizar a paixão

Canalizarmos o desejo

No corpo de alguém do sexo oposto

E tornar-lo um patrão

De todos os outros corpos de sexo oposto,

O bom cristão tem que olhar com todo o seu potencial

De amar carnalmente e espiritualmente

Um único corpo que em si mesmo

É a síntese de todos os outros corpos

Que seus olhos vierem a cobiçar...

Murilo Santiago

J.Nunez
http://literaturaimparcialista.blogspot.com/2010/09/amor-cristao.html

Postagem em destaque

O Imparcialismo: O Ciclo de Saturno

O Imparcialismo que começou a ser escrito em 2006 E  revelado em 2008. Foi à leitura do fim de um período, Iniciado pós-guerras, tempos...

O Novo Contexto Para a Literatura Contemporânea

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