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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

sábado, 1 de dezembro de 2012

A poesia imparcialista e a leitura do contexto contemporâneo


Divorcio eletrônico e sexo virtual

Eu conheci minha ex-mulher na internet,
Primeiro praticamos sexo cibernético,
Ela era virgem ciberneticamente falando.

Casamos pela internet,
Nos encontramos três dias depois.
Fui enganado violentamente;
Ela não era o mulherão com quem fiz amor virtual,
Tudo bem que eu não sou aquela gostosura toda exposta ao mundo...

Não deu para encarar,
Ela é muito menos que aquela por quem me apaixonei virtualmente...
Eu bem que desconfiava, era muito gostosa para ficar dando
Ciberneticamente para mim.

Pedi o divorcio eletrônico, ela concordou...Dizendo: 
_Pensava que era um homem!...  Agora isso!
Isso sou eu!

Abílio Santana
J.Nunez

O POSSIBILISMO CAPITALISTA NA POESIA IMPARCIALISTA


Vendas para o fim do mundo

O possibilismo capitalista
Criou o mercado e o público consumidor
 Para o fim do mundo.

Mas já está pensando
No mercado e no público consumidor
Para o pós-fim do mundo.
 Vai que você sobrevive...
_Leve camisinha!
 Disse minha mãe.

Salomão Alcantra
J.Nunez

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Outros interesses podem ser camuflados de laicismo.


Os Segredos do Poder

Outros interesses podem ser camuflados de laicismo.
Laicistas são sempre a minoria,
Que apesar de seu  “louvável”  laicismo
Em tudo há sempre uma parcialidade.

A maioria já é favorecida, aceita e subjugada
 A maioria não representa os bastidores do poder,
 São na verdade as fachadas do poder.

Enquanto a minoria, o não aceito, o misterioso e secreto
Podem representar os bastidores do poder.
É natural que seja atendida algumas vontades da maioria,
Assim se mantém a ordem social
E a ilusão de que a maioria está no comando.

A minoria deve se contentar com o espaço
E com a condição de exótica, misteriosa e secreta
Que pode ser muito mais viva, interessante e forte
Que a condição de vulgaridade e normalidade.

A minoria nos bastidores do poder
São inteligentes o suficientes para não querer
Os seus mistérios e segredos do poder
Jogadas como “pérolas aos porcos”

Octávio Guerra
J.Nunez

A FILOSOFIA IMPARCIALISTA III


A construção do Imparcialismo

O número TRÊS símbolo da criação,
O número Impar, o número UM
O número que sobra na formação
De dois lados ou dois grupos
É o poeta imparcialista,
O caminho imparcialista,
Aquele que está de fora e observa
A sociedade, o indivíduo e a si mesmo.

O símbolo octógono, o número OITO
Representa a necessidade
De estrutura, verdade e justiça.
A aproximação da hora treze
Releva a aproximação das catastróficas
E das grandes transformações.


O número TRÊS dividido em duas partes
Sobra o excluído, que é o olhar imparcial.
Os dois caminhos observados
Formam o sistema binário
Que é a base da Era da Informação
E da poesia Imparcialista feita
De estrutura e desestrutura,
Que se estende para a globalização
Do contexto histórico, para o múltiplo,
Para o sagrado e o profano,
Para as liberdades e a necessidade de limites, 
Para os conflitos, as condutas
As estruturas, as formas, os valores,
Os direcionamentos, os indivíduos as  virtudes, 
Os vícios os pecados, as sociedades,  os conceitos... 

O mundo binário e a dualidade
Abre  caminho para a filosofia imparcialista
Que encontra o seu caminho
Na observação dos dois mundos,
Porem  vai pela vereda da Imparcialidade
Com o mundo, o individuo e consigo mesmo
Na esperança de tocar o mundo intangível, o esotérico. 

Octávio Guerra
J.Nunez


Filosofia para um mundo dual


Filosofia Imparcialista II

O mundo é dual:
Estrutura e desestrutura,
No entanto nem um dos lados
É garantia de verdade, justiça e eternidade,
Então resta o caminho imparcialista,
O olhar observador para o mundo,
A sociedade, o individuo e para si mesmo.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

A FILOSOFIA PARA UM MUNDO BINÁRIO


A Filosofia Imparcialista

O mundo é binário:
Estrutura e desestrutura;
Então resta apenas o caminho imparcialista,
O caminho daquele que observa o mundo,
A sociedade, o individuo e a si mesmo,
Desse olhar de fora para o mundo binário
Nasce a consciência e a eternidade da alma
Dentro da mecânica da vida.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez  

Octágono (IMPARCIALISTA)




O Símbolo do Imparcialismo é um octágono amarelo indicando a eternidade, a estrutura, o comprometimento, a verdade e a justiça.A borda preta e as três setas indicando os três caminhos: O da direita, o da esquerda e o caminho imparcialista: caminho da observação da sociedade, do individuo e de si mesmo. As duas cores  amarelo e preto indicam a dualidade: dia e noite, lucidez e escuridão, indicam também seriedade, alegria e  luz. 

O amor clássico na poesia imparcialista foi conservado para revelar a necessidade de estrutura na sociedade contemporânea.


Os três estados físicos do amor

Eu te amava de maneira sólida
Você foi se distanciando,
A vida te levou por outros caminhos
Estão o amor se tornou menos denso
E passei a te amor de maneira liquida.

Depois de tanto tempo distante
Confesso que ainda te amo,
Mas de maneira tão dispersa
Que diria que te amo quase que gasosa.

É certo que o amor muda de estados físicos
Porém nunca morre,
Se o acaso trouxer você de volta
Voltarei a te amor solidamente
E a sofrer densamente...

José Nunes Pereira
J.Nunez

O homem submisso ao sexo feminino na poesia Imparcialista


Menu de Homens

É claro que não haverá o tinir do aço das espadas,
O zunir das balas de revolveres
Nem mesmo uma gota de sangue será derramada,
Ela apenas esticará o braço e com um dedo apontará
Quem de nós dois ela quer para está noite.
Sou uma das opções, sou o herói picaresco,
O mais humano dos tipos de homem.
O outro faz o tipo politicamente correto,
Tem cara de super-herói Americano
E moral patética de super-herói americano.
Talvez ela esteja mesmo é a fim de apanhar está noite,
Ela escolheu outro que não estava no jogo,
Outro que não estava no seu cardápio de mulher realizada.
Talvez ela esteja mesmo é a fim de apanhar está noite;
Escolheu um sujeito tatuado e cheio de banditismo,
Talvez ele tenha dotes, ou é bem dotado,
Sabe Deus!

Abílio Santana
J.Nunez





quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A Indústria do Processo ou Caçando alguém para fuder


A Indústria do Processo

Além das bolsas e das esmolas do governo,
Que estamos acostumados a receber
E retribuir com votos,
Agora estamos começando
A descobrir como processar o Estado e outros.

Como forjar causas e criar motivos
Para processar o governo.
 Como criar assédios sexuais,
Violências, preconceitos, exclusões
Racismo, assédio moral
Praticadas por funcionários de empresas privadas
E funcionários do Estado.

Octávio Guerra
J.Nunez  


Caçando alguém para fuder

O poeta Octávio Guerra
No poema A Indústria do Processo,
Em outras palavras,
Quer dizer que estamos sempre
Procurando alguém para fuder
E o governo está formando um povo folgado, 
Mas à seriedade e o pudor não lhe permite ser direto.

No sentido literal,
Na sociedade sexo fácil e sem compromisso
Saímos de casa só para fuder com alguém.
Eu, muito folgado, pedi e ela não deu! 

Abílio Santana
J.Nunez


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Poesia amorosa e cristão Imparcialista


Paraíso Particular

O mundo é assim:
Há lugares e pessoas que são pequenos infernos particulares
Muitas vezes fazem de suas vidas o inferno, e são o inferno de alguém.

O mundo é assim:
Há lugares e pessoas que são pequenos paraísos particulares,
Muitas vezes fazem de suas vidas o paraíso, e são o paraíso de alguém.

Quero ser essa pessoa e esse lugar
Onde as pessoas encontram paz e amor.

Francisco Medeiros
J.Nunez

Os caras jogam “bosta no ventilador” ligado


Os Imparcialistas

Não fique perto dos Imparcialistas,
Os caras jogam “bosta no ventilador” ligado, 
É um bando de excluídos revoltados,
Como estão de fora
Agem como os que não têm nada a perder.

Seguem a filosofia possibilista
E feitos corvos e hienas se alimentam
Da desgraça do mundo.

Eles jogam bosta no ventilador
Só para ver o estrago,
Depois olha para os atingidos com cara de paisagem,
Perguntado com ar de deboche:
_Nossa! o que aconteceu?

Salomão Alcantra
J.Nunez

Cronopoema do Dia


O mundo é dos retóricos

Brasil penúltimo na educação;
E daí, quem se importa!
Somos campeões de cinco copas do mundo...

Os cinismos dos especialistas, dos políticos 
E dos secretários retóricos,
Falam em linguagem técnica;
Transformando o pensamento
E o projeto do papel em verdades,
O que nem eles mesmos acreditam;
E o emprego está garantido
Com retóricas que consertam o mundo.
Ninguém tem coragem de jogar
 “bosta no ventilador”

Não sou retórico de ofício,
Porém me garanto com a língua
Nos seus mais vários usos...
Quando tudo falha me resta à língua
Esse órgão que não cansa
É o mais forte e mais sensível dos músculos,
Eu sei que você desconhecia o poder da língua.

Abílio Santana
J.Nunez


Poeta da marginalidade da poesia Imparcialista


Abdias de Carvalho poeta da estagnação, da poeira assentada, da falta de perspectiva, da baixeza moral, da atrofia, da revolta calada, do silêncio dos excluídos, da ruminação furiosa e secreta, da repugnação, da repetição angustiante, da falta de oportunidades e da linguagem repugnante; esse poeta representa o abandono, o deixar se onde está. Neste poeta não há incertezas, e sim eterna imobilidade.   

Rua dos Comércios

A vidraça embaçada mal revela
Que existe vida lá fora.
Nada demais se vê através da janela,
Nada de estranho no céu...
A noite calou nas portas de homens de família.

Os gatunos aproveitam a ocasião,
As prostitutas estão começando a chegar
Na antiga rua dos comércios;
Os travestis estão no outro quarteirão,
Os drogados entraram no prédio da frente,
Na casa do Camaleão, o dono do pedaço.

Entre as prostitutas, uma adolescente,
A polícia não viu,
A vítima não se importa,
O pastor veio para salvar almas e “caiu no pecado”.

Os enlouquecidos correm pela rua atrás de miragens
E os viciados bebem na fonte da alucinação...
As últimas portas foram serradas
E os clientes das meninas, travestis  
E dos traficantes, estão começando a chegar.
O sono está começando a chegar nos meus olhos.

Abdias  de Carvalho
J.Nunez

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Amor Idealizado ao estilo Imparcialista


Amor Idealizado

A saudade me corroia
 Noite e dia.
Eu quase morri de amor,
A imaginação traiçoeira
Deixou em minhas lembranças
Aquela garota  que não enruga na memória.

Eu ainda amava loucamente aquela menina.
Até que a vi pela última vez:
_ Meu Deus! O que o tempo faz com as pessoas!
Ela deve ter casado! Estava velha e enorme!

Atravessei a rua e aquela antiga melancolia
 De homem apaixonado me abandonou...
Duas quadras depois,  encontrei Dóris,
 Deusa dos vagabundos e desvalidos,
Como disse Hermínio Vasconcelos.

E o nosso amor sem disfarces
Se acendeu em um quarto de pensão
Com uma nota de vinte reais.   
Não é por acaso que o mais sensato
Dos poetas Imparcialistas me disse:
“Todo amor é idealizado”

Abílio Santana
J.Nunez

domingo, 25 de novembro de 2012

Tempo Interior, tempo virtual e tempo contemporâneo imediatista


Tempo Interior

A vida fora da gente vai a mil, porém,
É lentíssima a vivência e a experiência aqui na alma;
Obedece a esse tempo interior  
De formação da personalidade
E construção de nossa interioridade.

Somos a sociedade da velocidade e do conhecimento,
Mas que ainda não percebeu, que na alma,
No corpo e nas necessidades biológicas
Somos seres primitivos.

A virtualidade é muito mais veloz,
A sociedade capitalista também é imediatista,
E não respeita “o tempo interior” de nossos jovens.

A virtualidade oferece o entretenimento,
O conhecimento e o sexo a qualquer hora
E na mesma velocidade e intensidade do desejo;
Não respeita o tempo interior e o ritmo biológico,
Temos um mundo viciado em jogos e sexo virtual.

A vida na Sociedade da Informação e do consumo,
É de fato, muito rápida, tudo acontece
Sem que ocorra o amadurecimento na alma;
Contudo, não se compara ao mundo virtual,
Que atende ao vício do sexo, do entretenimento e do jogo,
No mesmo instante, na mesma intensidade que ele ocorre.

A velocidade da sociedade do prazer e do entretenimento,
Trouxe para nossos jovens o imediatismo na vida exterior,
E o desprezo à prática do altruísta, que impossibilita a formação,
A vivência, a maturação e a experiência, que é realizada
Em um tempo primitivo, tempo da alma.

A Era da Internet com a velocidade,
A facilidade,  a frequência e intensidade
Que atende aos nossos desejos
Está formando a personalidade
De uma geração viciada em virtualidade.

Murilo Santiago
J.Nunez


Silvino Ramos e Castro o décimo 17 poeta Imparcialista


Silvino Ramos e Castro O poeta que representa sociedade que ignora tudo, em nome do prazer, do desejo e do entretenimento.  Silvino Ramos e Castro é o poeta que mais próxima, e que mais representa a sociedade contemporânea, nivelada, sem fronteira, sem estrutura, sem parâmetros e sem limites. O poeta que representa o indivíduo e a sociedade entregue aos prazeres, desejos e vícios, poeta que vem de onde nascem todos os erros, crimes e pecados. Poeta das sensações e dos desejos que absorve os sentidos, a razão, a imaginação, a consciência, os valores, as virtudes, a moral, a ética, as leis, os preceitos e os dogmas; poeta que ignora tudo, e se entrega a escravidão dos desejos, sensações e prazeres. Poeta da bestialidade e da selvageria dos desejos e prazeres.

Sussurros incontidos
 Seria o instinto de animal selvagem, ou
 A noite silenciosa fazia ouvir o roçar de pele,
A umidade dos lábios e da língua dentro da outra boca,
 O barulho dos dedos correndo entre os cabelos
E na penugem da carne exposta com uma doce violência,
O estralar da língua pronunciando palavras excitantes
E da voz mastigada pelos gemidos,
Em corpo submisso que domina ao entrega-se.

 Olhos cobiçosos entre frestas,
Buraco da fechadura e cantos escuros,
Boca com fome e sede sanguinária,
Mãos violentas e assassinas a estreita,
Corpo trêmulo de perversidade e cio,
O desejo de tão intenso fazia quase palpável,
O desejo de tão forte aguçava o olfato,
 Mente,  razão e consciência alterada
Pela fome insaciável nos sentidos,
Pelo ódio que o fez impotente.

 A porta bateu depois de uma despedida sussurrada
Um corpo seminu voltou para a cama,
Sorvido do que houvera.
A porta bateu e os olhos cobiçosos saíram das sombras,
Para satisfazer o desejo depois do desejo de olhar.
Fúria e palavras obscenas; um corpo violentado
E estrangulado depois de cobiçado horas a fio;
Marcas de sexo consentido; concluiu a perícia.

Silvino Ramos e Castro
J.Nunez


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