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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

sábado, 20 de abril de 2013

Abdias de Carvalho poeta da estagnação, da poeira assentada, da falta de perspectiva


O Balconista

Não vejo o rosto,
Escuto somente uma voz de homem.
Na lanchonete alguém pede
Um guardanapo de papel para enrolar
Um cigarro de maconha,
 Enquanto uma mãe oferece serviço de sexo
Com sua filha adolescente.
Cai uma chuva fina e cotidiana,
Um casal de gay corre da chuva
 Entre os carros no congestionamento.
O balconista não deu o papel
 Para o cigarro de maconha, não deu tempo,
Ele foi atingido por um tiro na testa.
A polícia me perguntou:
_O que você viu?
_Eu vi o que todo mundo vê
A bala entrou pela testa e saiu na nuca.

Abdias de Carvalho
J.Nunez 


Abdias de Carvalho poeta da estagnação, da poeira assentada, da falta de perspectiva, da baixeza moral, da atrofia, da revolta calada, do silêncio dos excluídos, da ruminação furiosa e secreta, da repugnação, da repetição angustiante, da falta de oportunidades, da linguagem repugnante, esse poeta representa o abandono, o deixar se onde está. Neste poeta não há incertezas, e sim eterna imobilidade. 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Nosso riso de empalados e o riso de deboche Americano


Os Empalados Felizes

Temos esse riso de empalados felizes,
Temos esse riso de subalternos colonizadores
 E colonizados de uma eterna colônia de exploração,
Temos esse riso para todos que aqui chegam, porque aqui é casa sem dono,
Temos esse riso ignorante e bajulador dos de baixa estima...
Temos essa aberração de espetáculo de sexo exótico, que chamamos de cultura...
Temos o riso bobo dos descompromissados dos irresponsáveis...
O que mais me chama a atenção é o fato de rirmos quanto somos embalados...
No fundo temos ainda, para o mundo,
Aquele sorriso inocente e amigo dos índios, que já estavam aqui,
Entretanto acrescentamos a esse sorriso,  a pouca importância
Com essa terra, que ainda não assumimos plenamente.  

Agora, o riso Americano é bem diferente!...
Eles se dão o direito de rirem do mundo,
Eles rirem de si mesmos,
Eles ensinaram o mundo a rir de tudo,
Ensinaram que nada é sagrado ou mereça contemplação e respeito,
Ensinaram que podemos rir de tudo,
Menos deles, do consumismo e do capitalismo, essa é a trindade que merece respeito.
Eles ensinaram o deboche Americano ao mundo.
O deboche e a piada possuem o poder de desvalorizar e nivelar tudo a mesma coisa,
 Enquanto se valoriza os produtos e mercados consumidores,
Enquanto se cria direitos, felicidades, prazeres
E inclusões para criar públicos consumidores.

Eles nos ensinaram o possibilismo  ao mundo;
É preciso criar produtos caríssimos para os preocupados com o planeta,
É preciso reduzi-los apenas a público consumidor, a tribo, estilo e modismo.
É preciso continuar matando as ideologias.
Tudo deve ser aceito e incluído,
 Porque tudo é um possível público consumidor...
Os da causa justa e os da injusta são públicos consumidores,
Os conservadores, os revolucionários,
Os crentes, os gays, os católicos, os homens, as mães solteiras, os padres,
As mulheres e os homens velhos solteirões, os bêbados, os drogados,
A família, as mulheres, as prostitutas, as crianças, os idiotas,
Os garotos de programa, os jovens, os internautas, os engajados, os artistas,
Os depravados de um tempo que nada é depravação,
Os ambientalistas, a catástrofe, as culturas populares;
 Tudo deve ser assimilado, incluído e reduzido a apenas produtos e público consumidor
Que alimenta o sistema capitalista.

Eu, por enquanto, sou apenas aquele que joga bosta o ventilador e se suja todo.

Albano Morais
J.Nunez



   

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A cultura do espetáculo; a transformar tudo Em espetáculo comercial ou sexual,


O relativismo destrói a consciência de si

Começamos dizendo que tudo é arte;
Evoluímos, agora dizemos que é tudo a mesma coisa.
O Lixo da indústria “cultural”
 É a mesma coisa que a música dos gênios da humanidade...
Podem me pedir para não ser preconceituoso e intolerante,
Mas não me peça para ser relativista, isso não dá!

O relativismo destrói a consciência de si
Do outro, das coisas, dos valores e das virtudes...
O mundo aprendeu com os Estados Unidos da América
A cultura do espetáculo;  a transformar tudo
Em espetáculo comercial ou sexual,
Ou os dois numa mesma coisa...

A arte, a poesia e o pensamento Imparcialista 
Pode ser condenado por sua prepotência, por ser pretensioso e soberbo...
Porém nunca avacalhador de si mesmo;
Praticando aquele pensamento de ressentido,
Que diz que poesia não serve para nada, e que poeta é vagabundo.

Avacalhar o próprio pensamento, atitude e produção
É uma autodefesa da arte que se auto desvaloriza com medo
De que essa desvalorização seja realizada pelo outro,
Porém no fundo esconde o desejo de ser valorizado...
Quando se auto desvaloriza, ou quando deseja criar valor
Partindo da falta de sinceridade
Quando se desvaloriza para que outros dêem valor.

Murilo Santiago
J.Nunez

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Blog Cidade de Marília: VISÃO DE NOTÍCIA - ENCONTRO DOS IMPARCIALISTAS

Blog Cidade de Marília: VISÃO DE NOTÍCIA - ENCONTRO DOS IMPARCIALISTAS: http://www.visaonoticias.com/Noticias/Noticia/5500/imparcialistas-terao-encontro-nesta-sexta

Blog Cidade de Marília: II Encontro dos Imparcialistas Convidamos a todos ...

Blog Cidade de Marília: II Encontro dos Imparcialistas Convidamos a todos ...: Dia 19 de abril às 20 horas - II Encontro dos Imparcialistas no Estudos & Cia: Convidamos a todos os artistas, poetas e intelectuais. ...

Diversidades e multiculturalismo se tornou lei, direito e dever.


“Libertar a alma do ressentimento, é o primeiro passo para a cura."
(Ecce Homo, Porque Sou Tão Sábio, 6, p. 34).


Sou um menino ressentido...

O repórter põe um ar de tristeza na voz
Encenação de consternação nos gestos,
 Realiza cobertura do assunto o dia inteiro,
 Uma semana inteira, um mês inteiro
Para falar das tragédias na Europa e nos Estados Unidos,
Enquanto por aqui..., na America Latina
E na África com suas tragédias cotidiana,
Que são muito maiores, nem se quer é notícia...

Minha tática de me transformar em vítima
É um fingimento avacalhador
Que desarma e impossibilita o diálogo...

Talvez eu seja apenas um menino ciumento,
Ressentido e revoltadinho,
E acabo me fazendo de vítima e coitadinho
Como estou fazendo agora,
(Querendo mais atenção)
Porém salvo o deboche, o fingimento,
A ironia e o malabarismo retórico,
Que é meu esporte preferido
E uma necessidade nesse tempo de liberdades,
Diversidades e multiculturalismo,
 E que se tornou  lei, direito e dever.

 Muito bom para quem deseja ser incluído em tudo,
 Péssimo para quer a conservação do poder,
 Da tradição, dos seus valores, da estrutura, da essência e da identidade.

Agora quero ser filósofo de Alcova:
Nada é mais avacalhador que o niilismo, o nivelamento
E a redução de tudo em a mesma coisa.

Podemos ser “naturalmente” filósofos de Alcova;
A sociedade do prazer e do entretenimento sexual é uma Alcova explícita.

Salomão Alcantra
J.Nunez

domingo, 14 de abril de 2013

Poesia e poeta Imparcialista - Abílio Santana


Eu me vendo

Não! Não disse eu me rendo,
Eu disse que eu me vendo!
Se render é a para os heróis, bandidos e covardes!
Eu não sou nada disso, sou apenas mais um que está à venda,
E ninguém compra.

Eu não salvo nada,
Sou apenas mais um irresponsável e descompromissado
Da sociedade do entretenimento sexual,
Sou apenas mais um que está à venda,
E ninguém que comprar...

Deixo de vender para comprar
Disse a ela:_ Eu te desejo!
Ela respondeu: _ Idiota! Quem é que não me deseja?
Eu quero é amor! Isso ninguém mais tem pra me dar!
Ela recebeu em notas de dez reais...  

Abílio Santana
J.Nunez

O imparcialismo veio para olhar de fora dessa briga.


A Guerra Teórica

Falam em Guerra Nuclear
Quando a muito tempo estamos em uma Guerra de Teorias planas.
São mais teorias que automóveis nas ruas
As teorias se colidem em um caos de teorizações,
Todas fazem vista grossa
Para o ponto de vista uma das outras.
Todas possuem suas razões
Ou interesses a serem defendidos...
As teorias de inclusão, diversidade e multiculturalismo
Colidem violentamente com a necessidade de classificação das coisas,
Com a necessidade de consolidação e de manutenção da estrutura e até da existência.
O multiculturalismo e a diversidade trazem consigo a ameaça de desintegração da forma,
Ou cria algo que não é mais o que a tradição e a estrutura conservaram intacta por milênio.
A diversidade e o multiculturalismo atacam o coração da cultura,
E pode ser um veneno na essência das teorias tradicionais.
O Imparcialismo veio para olhar de fora dessa briga.

Octávio Guerra
J.Nunez

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