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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

sábado, 22 de novembro de 2014

Poesia religiosa.

A presença da Mãe de Deus

Mãe Divina bondade,
Mãe Divina compaixão,
Mãe Divina caridade,
Mãe Divina criação,
Mãe Divina amor,
Mãe Divina labor.  

A presença da Mãe de Deus é de amor e mortificação.

Mãe Divina castigo,
Mãe Divina castidade,
Mãe Divina fogo,
Mãe Divina morte,
Mãe Divina purificação,
Mãe Divina regeneração.

Jonas Corrêa Martins
J.Nunez

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Juscelino Andrade: poeta da dualidade da vida, do fim do relativismo em si mesmo, da estrutura, da deformação em si mesmo. Poeta que se relaciona com o mundo a partir de seus próprios conceitos e julgamentos de certo e errado.

Espelho da Vida

Olhei para o espelho da vida,
Ri com simpatia para menina que corre
Para acompanhar os passos dos pais;
Outra criança menor, vai no colo.

A mãe,  uma mulher muito bonita,
O pai, certamente um guerreiro
Igual a tantos outros homens, pai de família. 

Eu, que observo essa imagem
Refletida no espelho da vida;
Um covarde, um egoísta que abandonou
A vida que poderia ser sido.

Observo sem intenção de observar,
Sem qualquer intenção...
Vou morrendo aos poucos,
Me envenenando em doses homeopáticas.

Pareço amargo?
E sou, amarguradamente amargo,
Como que chegou ao vim da vida
E errou em todas as escolhas que não fez;
Apenas entrei no barco da vida
E deixei-me, ir na correnteza.

Juscelino Andrade
J.Nunez


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Juscelino Andrade, poeta da dualidade da vida, do fim do relativismo

Equivalência

Sou inferior e superior de alguma maneira;
Depende muito de que ângulo se é olhado.
Prevalece a lei de equivalência e funcionalidade.

Ela é feia, muito feia...
Mas cozinha muito bem,
Não sobra para ela muitos pretendentes,
Porém de amigos a casa anda cheia.
Prende as pessoas pelo paladar.
As cozinheiras é uma espécie de feiticeira.

A outra é linda, muito linda...
Porém é difícil achar nela um talento...
Restou a ela ser um cabide de moda e beleza;
Um tanto parnasiana.
Feito abre alas, sua imagem se impõe na entrada da festa,
Depois que a festa descamba para a informalidade,
Sua imagem desaparece e dá lugar aos piadistas.

A cada qual um brilho em dado momento.
É feia mais suga todas as atenções
E até um grande amor.
É feia e causa inveja e ciúmes;
O quanto é amada de verdade.

Seu marido tem aquele mistério e charme
Que o impede de ser simplesmente feio.
Ele, uma figura que se impõe a si mesmo
E aos outros, porém a simpatia e a gentileza
Salva o ar de consciência e superioridade.

A poesia se faz em um rascunho abstrato na cabeça.
Depois desce para o papel.
Agora saboreio os quitutes da festa.

Juscelino Andrade
J.Nunez


 Juscelino Andrade, poeta da dualidade da vida, do fim do relativismo  em si mesmo, da superioridade e da inferioridade das coisas, da estrutura e da deformação. Poeta que se relaciona com o mundo partindo de seu julgamento de certo e errado, sublime e degenerado.








Imaculada concepção sem pecado

Pecado Imaculado

A Sociedade do Prazer,
Dos vícios, dos desejos e dos entretenimentos
Subjugando a fronteira, a lógica e a estrutura
E a dimensão oculta dos homens.

Liberdades sexuais:
Imaculada concepção sem pecado,
Dos nivelamentos e dos relativismos...

Enquanto escrevo
A doida do Bairro
Olhou-me sem olhar enigmático,
Sem exibição de mistério
Passou dizendo:
 _“A cada um Deus deu um destino,
Ninguém veio aqui consertar à vida de ninguém”
Nunca ouvi palavras tão sensatas
Dos que se presumem inteligentes e sábios.
Até mesmo a doida tem uma estrutura de doida.

As rodas dos carros pisam nas poças d’água
E dá um banho na Doida.
As rodas são exatas, com um martelo, não precisam ser mais,
Batam ser martelo e roda.
As rodas são o principio, o fim e a eternidade.

Chakra, mapa astral, mandala
Rodas que move à alma.
Rodas engrenagens do mundo,
Tudo se move em círculo e sobre rodas,
Mesas redondas
Rodas da fortuna,
Rodas do destino,
Rodas de cassino,
Rodas do inferno
A vida é uma roda;
Hoje por baixo amanhã por cima.

As coisas são feitas com rodas,
A natureza se faz e se renova na mecânica das rodas da vida.

Os carros pisam nas poças depois da chuva 
Os pneus contam a água e os meninos molham os sapatos.

A roda e a doida revelam uma estrutura de ser roda e doida.

Carlos Ferreira Santos
J.Nunez






  

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A morte da palavra, e por consequência, a morte do discurso

Cemitérios de Palavras
  
As palavras estão mortas;
Onde podemos enterrá-las?

Morreu a palavra arte, pecado,
Depravação e milhares de outras palavras;
Foi um massacre!

A palavra morre quando a ideia,
O conceito e a coisa que ela designa
Deixa de existir.

As palavras morreram de relativismo libertino
Na sociedade sem abstinências.  

O deboche, a sátira, o realismo,
A imparcialidade, a dureza,
O absurdo visto como normal e a ironia
É a sobrevivência da palavra.

O Verbo que é Deus e Diabo
Pode ressuscitar a palavra.

Nem o Diabo gosta do relativismo nivelador
Que os considera santificados...  

Albano Morais
J.Nunez  


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