Pesquisar este blog

MOVIMENTO IMPARCIALISTA

MOVIMENTO IMPARCIALISTA
IMPARCIALISMO

sábado, 28 de março de 2015

Ilusão de displicência, entretenimento, aceitação, leveza e diversão.

Ilusão de displicência

Sociedade capitalista,
Somos feras entre feras,
Somos presas de nossos semelhantes.

Porém, ainda temos essa ilusão de displicência,
Entretenimento, aceitação, leveza e diversão
Nesse sistema competitivo, materialista e carregado de conflitos
Que nos escraviza e nos coloca à beira da loucura e do suicídio.

Principalmente na educação
Temos essa ilusão de displicência...

Octávio Guerra
J.Nunez


sexta-feira, 27 de março de 2015

Poesia Imparcialista e características da sociedade contemporânea no poema de Abdias de Carvalho

Tanto faz...

O homem pagou a conta,
Pagou o táxi, pagou o programa
E durante o caminho elogiou a esposa e os filhos...
Ela, para ele, nem si quer era amante.

Diante desses elogios,
Ela, profissional do sexo, foi se sentido desvalorizada,
Constrangida e apenas usada com um objeto de dar prazer.
Começaram uma discussão, que resultou em uma tragédia...
Assassinato, legítima defesa, tanto faz...Dada a importância da vítima.
O carro ainda está ali... A polícia ainda não chegou.

O modernismo absoluto é essa rua...
Mulheres com mulheres, homens com homens,
Adolescentes meninos e meninas com velhos, tanto faz...
Aborto à luz do dia, embriagados afogados nas poças d’água,
Drogados, viciados escondidos entre as frestas de paredes...,
O sexo dignificado, que nasce aqui,
 É “cultura” consumida por todos os níveis da sociedade...
Religiosos, segundo eles, tentam resgatar essa gente do inferno.
Poetas céticos falam dessa estagnação
Como uma condição natural desse tempo
Sem fronteiras para as liberdades e os desejos,
O puteiro e o pornô dignificado estão nas salas do bom cristão...
Moderníssimo! Segundo alguns. Tanto faz!

O poeta das estruturas
Diz que o modernismo vai contra o modernismo,
Quando a modernidade absoluta vai contra a liberdade
De expressão no Pastor que diz ser essa  
Rua Sodoma e Gomorra.
Para mim, cético, relativista e estagnado, tanto faz...

A polícia veio buscar o corpo.

Abdias de Carvalho
J.Nunez


Modernos ou o quê?

Depois de modernos...

Moderno: modernismo consolidado
Pós-moderno: o moderno se dissolvendo...
O moderno está se dissolvendo na desestruturação
Em nome das liberdades e das explorações...

Com a modernidade diluída, seremos o quê?
Renasceremos feito ave fênix,
Caminharemos para a autodestruição,
Ou construiremos um outro tempo
Com base nas tradições dos conservadores.

Octávio Guerra
J.Nunez


quinta-feira, 26 de março de 2015

Poesias imparcialistas e características da sociedade contemporâneas

Sociedade contemporânea

O que podemos esperar de uma sociedade
Que desqualifica e nega a existência de qualquer coisa:
Livros, Deus, conceitos, valores, culturas, tradições, verdade, lógica...
Que possa dizer não aos seus desejos, prazeres, caprichos e vícios...

Essa é a sociedade do prazer e dos entretenimentos acima que qualquer conceito que possa impedir a realização do desejo.  

Quem é capaz de confiar em uma sociedade
Que chegou ao extremo do conceito de liberdade e do prazer carnal,
A ponto de nivelar e subjugar tudo mais aos seus desejos,
Sem qualquer fronteira e parâmetros.

O sujeito de mentalidade plana,
Em seu devaneio de liberdade e prazer,
Chega a pensar que ninguém tem nada a ver com sua vida!
Quando esse sujeito estropiado pelos vícios e extravagâncias
Não passa de um peso morto para a sociedade...
Pensar que não devemos justificativas para os demais
É o cúmulo do pensamento moderno
Em seu conceito de liberdade, prazer e individualismo.

Albano Morais
J.Nunez



Poesia, características e análise do contexto contemporâneo.

Felicidade melancólica à meia luz.

Acabei de te amar...
Amanheceu!
Deixe o dia correr entre os lençóis,
É fim de semana, são dias de inverno.

À tarde, lá na rua,
Gritos alienados de gol...
Ela dizia, quase displicente, sem exaltar o humor:
_Salários exorbitantes, fruto da exploração de mercados
E da criação de ídolos.
Nas mídias, semideuses ensinam  
O que a sociedade deve fazer:
Imitar como se fossem papagaios e macacos.
Cultura globalizada, sobressai a indústria
De cultura comercial imediata.

Logo mais à noite
A MPB de Djavan num violão afinado,
E o sax do John deixará na noite
Aquele ar de Nova Orleans.
Ao som do Blues e MPB, conversaremos
Com aquela felicidade melancólica à meia luz.

Nosso amor intelectual,
Signo de gêmeos, na mesa do bar.
Nosso amor, escorpiano a sós.
Quando despontar o sol,
Feito pássaros
Deixaremos à estação desse lugar.

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez

  






Jogo Social

Não vim cumprir tabela, estou no jogo.
Sou peça no jogo da vida,
O que seu é que estamos no jogo social,
Cumprimos funções, somos peças, somos marionetes no jogo...
O sistema faz as regras,
Quem está no poder controla o jogo.

Estou no jogo, sou um personagem nas jogadas.
Olho de cima para baixo, tenho uma vista panorâmica...
Tenho a consciência de que tenho um corpo,
Uma peça, jogando o jogo social.

Não tenho mais as vaidades dos saberes intelectuais,
O pouco que eu sei, vem das sensações de que o pecado
Tem cor, altura, volume e textura, por isso, o jogo seduz.

Tirando o jogo social e o pecado capital,
Só me resta à consciência de ser meu corpo,
Uma peça no jogo social,
Estão tento me salvar na elegante,
Na ética, honestidade e nessa imparcialidade com meu interior.

26-03-2015  

J.Nunez


terça-feira, 24 de março de 2015

Poesia para o contexto contemporâneo.

Carbureto de Cálcio

O computador está lento!
Alguns segundos se tornaram tempo demais,
A natureza não acelera ao meu gosto.
A banana, que como enquanto escrevo,
Foi amadurecida com carbureto de cálcio.

Olho pela janela, olho para a tela da televisão.
A manchete me chama a atenção:
Fraude fiscal, evasão de divisas,
Multinacional vai embora para a China,
Lá tem mão de obra barata.
O mundo de economia globalizada
Criou as colônias de exploração de mercados.
Somos colônias de exploração comercial
De empresa multinacional.

Nada muito sério no jornal:
As crianças estão nascendo com dentes e de olhos abertos,
Não faz muito tempo que diziam
Que se a criança nascesse com dente era filho do diabo.
Lá na praça, vejo da janela aberta para a rua,
Casais de sexo iguais namoram;
Meu Deus! O que será dá previdência social!
Casais de sexo diferente se escondem em seus quartos...

Na propaganda eleitoral escuto que
O governo diminui a distância entre o pobre e o rico;
Deduzo que agora o rico é pobre.
O podre que sustenta o sistema capitalista consumista
Comprando objetos industrializados,
Agora pensa que é rico.

Eu apenas olho pela janela, observo a praça e escrevo...
Deixo as teclas, uma amiga vem subindo as escadas.
Ela amadureceu tão rápido!
Igual a essa banana com carbureto de cálcio.  

Hermínio Vasconcelos
J.Nunez


24-03-2015

Postagem em destaque

Fique por perto!

Volte logo, Não demore muito, Fique por perto! Eu te esperarei dentro e fora do tempo. Sua alma é nobre, Fique no sangue do meu sangu...

O Novo Contexto Para a Literatura Contemporânea

MOVIMENTO IMPARCIALISTA