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MOVIMENTO IMPARCIALISTA

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IMPARCIALISMO

Poesias Imparcialistas: Poesias e poetas Imparcialistas


Mathias Ferro - O ditador de si mesmo diante do outro, uma postura diante do mundo observado.  Poeta do sentido literal da palavra, da inflexibilidade, da dureza, da afirmação, da disciplina, da convicção, da verdade social, espiritual, politica, religiosa e cultural. Poeta que não se entrega ao seu tempo e ao seu contexto. Poeta da consciência de desintegração e insanidade, poeta da unidade individual diante da desestruturação do homem de seu tempo. 
Esse poeta cai em um pessimismo com o mundo e com a humanidade; nada espera do outro, apenas observa o processo de desintegração e mantem se consciente.
Diferente de outros poetas Imparcialistas, Mathias Ferro não busca um ponto de flexibilidade no amor, na amizade, no deboche, no humor, na cerimonias e na convivência. Ele é o poeta da imposição de si mesmo sem flexibilidades com o mundo externo.

Eu, inflexível

Eu estou aqui,
No mesmo coração,
No mesmo  peito,
Na mesma alma,
No mesmo mundo interior e exterior
De tantos outros...
E compartilhamos o mesmo espirito de luta.

Eu sou aquele que impera sobre si mesmo diante dos outros,
Sou uma  imposição a mim mesmo,
Que os outros têm como arrogância,
E de fato é arrogância de quem impera  sobre os sentidos.

Não sou improviso,
Sou o que é com a função de ser,
Se eu sou faca, sou inflexível na função de ser faca,
Se eu sou martelo, ou outra coisa de forjar,
Sou inflexível na função de ser.
Os desvios e as flexibilidades  destroem a essência de ser eu.

Mathias Ferro
J.Nunez

 Autoextermínio

Assisto a grande besta
Consumir a si mesma
Comendo a própria carne com desejo e fúria,
Feito cães ferozes e vorazes comendo a si mesmos.

Olho para o caos
Com a mais completa indiferença e pessimismo fora de mim,
Mantenho a sanidade e não enlouqueço com esse tempo desintegrador.

Caminho pelo mundo,
Fui deixado para trás em um mundo estranho e muito perigoso.

Mathias Ferro
J.Nunez


Sexo é poder

Sexo não é prazer
Sexo é poder.
Quando acaba o prazer
Resta o fracasso ou a gloria.

Sexo é o poder de imperar
Sobre o mundo
E os sentidos do corpo e da alma.

Sexo não é o corpo do outro,
É o seu corpo dominando o poder da vontade.   

Mathias Ferro

J.Nunez


Diversidades culturais
Diversidade: É sexo em tudo...
Diversidade: É desestruturar  tudo...
Diversidade: É liberdade em tudo...
Diversidade: É teorização de tudo...
Diversidade: É dignificação e beatificação de tudo...
Diversidade: É conceito camuflado de capitalismo em tudo...
Diversidade: É o possibilismo do capitalismo e da sociedade do prazer...
Diversidade: É o imediatismo deformando as culturas...
Diversidade: É o capitalismo de tudo...
Diversidade: É marcha para as libertinagens em tudo...
Albano Morais
J.Nunez

No silêncio dos homens
 

No silêncio dos homens
Esconde o mistério,
Oculta o segredo.
Pecado e sangue
Na cumplicidade dos homens.

Imortalidade e poder
Na cumplicidade dos homens.
No silêncio dos homens
Um sorriso e um olhar
De indiferença e compaixão.

No silêncio dos homens
A batalha sangrenta,
Na voz dos homens,
A voz calada dos homens
E as desilusões do mundo.

No silêncio dos homens,
O caminho secreto,
A palavra esquecida.
No silêncio dos homens
É onde eu moro.
O silêncio anoitece os homens,
E solidifica a alma dos homens.

Francisco Medeiros
Nunez


CEDROS

Algo deve ser abandonado,
Deixo meu corpo e ouço a música,
Deixo a música e vigio os sentidos,
Deixo os sentidos e vigio o pensamento,
Deixo o pensamento e moro nas sensações,
Deixo as sensações e viajo espectral.

Deixo o espectro e habito o silêncio,
Deixo o silêncio e mora no esquecimento,
Deixo o esquecimento e existo.
Existo de fato quando sinto que existo.
O que faço tem sua importância
No ato consciente de realização.

Nada é atemporal tudo e efêmero,
Por isso canto o momento que respiro,
Consciente que respiro,
A realidade e o mundo místico.

Esqueço os homens e ouço
As árvores milenares silenciosas
E solitárias na paisagem.
Elas me dizem de eternidade.

Os homens adormecem a sombra dos cedros
E esquecem que são as árvores  silenciosas
Testemunhas da verdade encoberta pelos homens,
Que são eles e que somos nós
O caminho dessa energia cósmica

Saulo Menezes castro
J.Nunez
    

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